-
Enviado para você por léo através do Google Reader:
via 9GAG.com Site Feed em 29/06/10
Submitted by: toxicat
Posted at: 2010-06-29 09:44:46
See full post and comment: http://9gag.com/gag/27744
Coisas que você pode fazer a partir daqui:
- Inscrever-se no 9GAG.com Site Feed usando o Google Reader
- Começar a usar o Google Reader para se manter facilmente atualizado sobre todos os seus sites favoritos
-
Sabe aquela história de indagar se as tais redes sociais emburrecem as pessoas?Pois bem, sendo curto e grosso, as pessoas não ficaram mais idiotas com o Orkut, Twitter, Facebook e afins. As pessoas são idiotas.
As redes apenas afloram isso, tornam evidente.
Aquele seu amigo que já era chato agora pode te encher o saco todo dia pelo MSN. Aquele idiota que fazia um comentário idiota na roda dos amigos dele, agora entra no Twitter e faz a mesma coisa. Finalmente você descobre que aquele seu colega não entendeu o que você escreveu porque que nunca tirou nota maior que 3 na prova de português. E aquele moleque que não leu o que você escreveu mas saiu criticando, é apenas um adolescente que só sabe olhar para o próprio umbigo e tem uma enorme necessidade de dar opinião em tudo.
Achar que, em poucos anos, as redes sociais se tornaram uma influência mais forte que hormônios, ausência de educação em casa, alimentação de baixa qualidade na infância ou uma genética pouco generosa é inocente demais, para dizer o mínimo.
Então somos tão imbecis assim? Sim e não.
Não porque a falsa sensação de anonimato, a enorme fragmentação e ausência do “face to face” enchem as pessoas de coragem para falar verdades ou inverdades.
A facilidade para escrever e passar uma mensagem pra frente faz com que nem sempre pensemos antes de dizer uma bobagem.
Nem todo mundo consegue verbalizar por escrito exatamente o que pensa; além disso, a linguagem escrita nunca vai superar a corporal, facilitando o erro no tom ou na força do que postamos virtualmente.
E, por fim, mas não menos importante, as redes servem para socializar. E nem toda socialização precisa ser útil ou inteligente.
Isso amplifica o ruído, as agressões, as imbecilidades e tudo mais.
Não faz das redes algo menos importante. Não faz das redes algo inútil. Não faz das redes algo necessariamente ruim.
A rede permite que a inteligência e a cultura, que também ficavam distantes, proliferem. Traz poder para o indivíduo e um monte de outras coisas boas.
E serve de lupa, para enxergarmos o óbvio. Para percebermos que ainda precisamos evoluir muito. Como sociedade e como seres humanos.
via coxacreme.com.br -
Chris Anderson, editor da Wired e autor do best-seller A Cauda Longa, foi a grande atração do segundo dia do Info@trends em São Paulo. Com uma palestra de uma hora e meia, mas objetiva e voltada para o público leigo, Chris falou sobre empreendedorismo, contou sua história, de seus pais empreendedores e da empresa de robôs que montou com um jovem mexicano… mas isso é assunto para outro post. Hoje vamos falar do assunto principal tratado por Chris: crowdsourcing.
Crowdsourcing é o conceito que move as iniciativas, produtos, consultorias e inovações de Chris Anderson. Para ilustrar a palestra, ele contou a história do filme Jogada de Gênio (Flash of Genius), – excelente, na minha opinião – em que um empreendedor da década de 60 inventa o parabrisa intermitente. O filme mostra que seu maior erro foi não ter licenciado a tecnologia para as montadoras automotivas, ou melhor, para a comunidade. Resolveu ser ele mesmo o fornecedor, e isso gerou diversos fatos bastante interessantes – assista ao filme, vale a pena.
Chris citou o carro open-source como exemplo oposto ao filme: um projeto aberto para usuários de internet sugerirem características e tornarem possível construir o produto perfeito, feito sob medida para seus consumidores. O crowdsourcing nesse ponto traz três aspectos vantajosos:
- Nesse projeto, não existem agências reguladoras e regras de produção;
- Como o carro foi construído pelos próprios consumidores, ninguém possui autoridade ou comando sobre eles;
- Essa é a cauda longa da indústria automotiva, em que cada um sabe quais as características mais interessantes que agradam a todos;
E assim é que se gera inovação. Segundo o guru, o meio mais rápido de se inovar é através da web: abrir o processo de inovação, trazer as pessoas para ajudar, ter a contribuição dos usuários. Não apenas ser open source, mas incluir o cliente no processo de criação, que o fará mais rápido e barato.
E ainda complementa com uma questão chave para os dias de hoje: a publicidade na web, para onde vai? Com o crowdsourcing, você não precisa se preocupar com isso, porque cada usuário vira um publicitário, evangelizador do seu produto, e essa propaganda é gratuita.
Alguns exemplos são os serviços como o Get Satisfaction e o User Voice que muitas startups e empresas grandes estão usando. E a FIAT, ironia ou não, também sabe muito bem do que Chris Anderson está falando: FIAT Mio.
Finalizando com chave de ouro, Chris abordou outro problema da realidade brasileira: encontrar talentos para formar equipes em empresas. Obviamente, a resposta é: crowdsourcing.
Se você é novo por aqui, pode gostar de receber nossas atualizações por email, ou assinar nosso Feed RSS. Obrigado pela visita!
Posts Relacionados
- Info@trends 1º dia: Da Interação Social à Coexistência
- Google Aplica “Crowdsourcing” no Google Reader e Apps
- Startup Trends: O que se consolidará em 2010
-

Colaborativa, transparente e inovadora. Provavelmente, você deve concordar com todos esses adjetivos relacionados à web 2.0. A presença dos milhões de usuários no Twitter e mais de 300 mil empresas no Facebook mostra que grande parte da sociedade e do mercado concorda com você. Segundo dados divulgados pela Toprank, apenas no ano passado os gastos com campanhas digitais interativas somaram US$ 55 bilhões. E seja em uma ação para uma grande multinacional, seja em uma simples fazendinha no Farmville, todo mundo está relacionado a esse universo de alguma maneira. Mas você já parou para pensar o que realmente existe de concreto no meio de todo esse hype?
O fim da mídia tradicional
Mídias sociais vão acabar com os grandes veículos e agências tradicionais. A afirmação é bastante comum em eventos do mercado digital. E essa sensação é justificada. A Ford, por exemplo, já destina 25% de sua verba de marketing para ações digitais. Pensando bem, você se lembra da última vez em que leu um jornal impresso de cabo a rabo? Nesse caso, talvez o exagero fique por conta de um julgamento de valores precipitado.
Ou seja, o que pode desaparecer na verdade é o formato, não o meio, como explica Eric Messa, pesquisador, consultor e estrategista de meios digitais. “É possível que, no futuro, o papel seja trocado por outro material. Mas o meio em si dificilmente será substituído, apenas se adaptará a um novo formato. Quem sabe sistemas computadorizados, como os iPads?” Desse modo, “convergência entre mídias” não seria um termo mais adequado do que a aniquilação do offline pelo online?
100 % colaborativa
Nesta mesma edição da Results publicamos uma matéria sobre inteligência colaborativa. É incrível pensar em um case como o do Fiat Mio – que reuniu mais de 10 mil pessoas, de 150 países, na criação de um automóvel. Mas não dá para negar que, em muitos casos, ainda é difícil mensurar a qualidade dessa colaboração. “Na grande maioria das vezes, costuma ser algo leviano. De nada adianta a ferramenta em um ambiente onde não se reconhece a criatividade. Isso pode até ser promovido por uma boa sala de brainstorming. Não vai ser um Ning que vai mudar o mundo do dia pra noite”, explica René de Paula, user experience evangelist da Microsoft e gestor de projetos interativos.
Segundo Juliano Spyer – autor do livro Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (Você já aprendeu em uma mesa de bar) –, apesar de ainda não termos chegado a um formato ideal, a colaboração online já é um bom começo. “A Wikipedia é um bom exemplo de colaboração. Tem uma edição eficiente, mas nem sempre as pessoas que escrevem os verbetes possuem notório saber o assunto. Se houvesse uma solução compatível e que fosse garantida e sem erros, seria o ideal. Por enquanto, é o melhor que temos.”
Democrática e transparente
Democracia e transparência são outros aspectos bastante defendidos pelos grandes entusiastas da web. Esse sentimento é justificado por casos em que o usuário solo consegue dialogar com grandes marcas e adquirir conhecimento de forma livre, como no Livemocha, uma rede social cujos membros ensinam idiomas entre si. “A web é uma ferramenta que aproxima quem está longe, facilita a comunicação entre as pessoas. Muitos profissionais oferecem informação de graça na rede, pela qual eles cobrariam em outras situações. E eles oferecem esse conhecimento online para ganhar reputação e poder ser ajudados quando precisarem”, diz Juliano.
Tudo bem. O potencial de inclusão é inegável. Mas é bom lembrar que as práticas reais são bastante diferentes das idealizadas. “Estamos encarando sob a perspectiva do umbigo. A social media não representa nossa sociedade na íntegra. Além disso, como podemos falar de transparência se não sabemos sempre com quem estamos falando? O marketing nada de braçada na social media. A era da inocência acabou. Você precisa que as pessoas confiem em você. Isso fica crítico na web”, afirma René.
Afinal, uma nova bolha?
Indo ao que interessa: no frigir dos ovos, a web 2.0 realmente guarda as melhores oportunidades de negócios? A Dell, por exemplo, registrou US$ 3 milhões de vendas no Twitter em 2009. Por estes lados, temos o conhecido case do apartamento de R$ 500 mil da Tecnisa na mesma plataforma.
“As redes sociais são a mídia do momento para a publicidade. Mas, assim como em toda novidade, há certos exageros. Acredito que elas sejam um espaço para trabalhar essencialmente com branding. E com isso surge a dificuldade de mensurar e remunerar essa atividade”, explica Eric.
As oportunidades estão lá. Os US$ 35 bilhões do Facebook não deixam dúvidas. Mas é necessário lembrar que elas não são as únicas. Assim como é bom reforçar a necessidade de se colocar o pé no chão e analisar contextos, culturas e mercados diferentes. “Muita coisa da web só é possível pelo perfil dos investidores do Vale do Silício, que possuem uma propensão ao risco que beira a loucura. Isso não se replica. Existem outros mercados faturando bilhões. Se olharmos proporcionalmente, não sei até que ponto é um mercado brilhante”, completa René. Vai dizer isso para o Zuckerberg…
Mais
Sete hypes da web 2.0: resultson.com.br/ed/20/setehypes
Mitos, realidades e futuro da internet: resultson.com.br/ed/20/futuro -
Posted via email from Léo Ferreira
The Worst Oil Spills In History
via 9GAG.com Site Feed(rss) em 09/06/10
Submitted by: chris
Posted at: 2010-06-10 01:22:33
See full post and comment: http://9gag.com/gag/25584
-
SUMÁRIO:
1. Introdução
2. Um final polêmico
3. O final “falso” e o final “verdadeiro”
4. O argumento por trás de Evangelion
5. Liberdade, Limitação, Existência e Conflito
6. Conclusão: Unidade e Coerência entre os finais de Evangelion
7. Sobre o autor e notas
1. Introdução
Neon Genesis Evangelion [1] é um anime dirigido por Hideaki Anno que foi ao ar na TV japonesa entre os anos de 1995 e 1996. Composto originalmente por 26 episódios de aproximadamente 23 minutos cada, a série ganhou dois longas em 1997: o primeiro, Death and Rebirth, é um resumo estilizado da série; o segundo, The End of Evangelion, como sugere o nome, conclui a obra.
Evangelion foi, e ainda é, um trabalho bastante polêmico. Partindo de lugares-comuns típicos do anime, apresenta o expectador a um mundo pós-apocalíptico atormentado ocasionalmente por seres monstruosos dotados de poderes sobrenaturais, cabendo ao personagem principal – Shinji, um garoto aparentemente ordinário e de aspecto frágil – a tarefa de salvar a humanidade. Os meios para executar a tarefa heróica também não poderiam ser mais típicos: o combate físico, pilotando robôs gigantes. Completam a receita meninas bonitas, excêntricas e misteriosas, alguns personagens carismáticos e uma mascote.
Seu diferencial consiste no modo como esses e outros lugares-comuns foram incorporados em um argumento que transcende a pirotecnia e os aspectos mais aparentes da história, para atingir um nível de refinamento artístico que nos permite a contemplação estética e a um intrincado trabalho de decodificação, sendo necessário, para tanto, conhecer algumas referências clássicas da filosofia, da psicologia e da religião. Um dos principais méritos de Anno foi justamente utilizar características típicas do universo anime, por si só já muito bem aplicadas, capazes de atrair seu público geral [2], como pano de fundo para uma meditação de caráter filosófico, psicológico e místico.
À medida que a série transcorre, o foco de atenção vai sendo dirigido cada vez mais nessa direção. O argumento torna-se mais e mais abstrato, simbólico. Os eventos apresentados ao expectador vão perdendo sua função “pragmática”, ou seja, passa para o segundo plano o contar da história, a narração dos fatos (ainda que fictícios), a finalidade de informar ao expectador o que está acontecendo. Ao mesmo tempo, sobe ao primeiro plano a função simbólica e a função estética: os eventos apresentados passam a ser veículos para desenvolver e transmitir mensagens de conteúdo teórico-abstrato (função simbólica), por sua vez, de maneira estilizada, artística (função estética). Ou seja, são, antes, símbolos que transmitem reflexões a respeito da subjetividade humana.
2. Um Final Polêmico

O fim de Evangelion não só segue essa tendência, mas leva-a ao extremo. Isso gerou muita polêmica, já que, como vimos, a obra também possui elementos que atraíram um público que tinha pouco interesse nesses aspectos, apreciando mais o carisma e as relações pessoais entre os personagens, e com mais interesse no desenlace da intrincada trama. Mais interessado, pois, pelas características mais convencionais dos animes. O fato de a série ter começado ressaltando esses elementos, mas progredido tornando-se cada vez mais estilizada e terminado com um alto grau de abstração (ainda que não tenha abandonado elementos ‘animescos’ tradicionais), frustrou as expectativas daqueles apaixonados pelo universo de Evangelion, mas menos interessados em suas abstrações.
Nesse registro, o fim da série de TV, composto pelos episódios 25 e 26, é um corte abrupto no desenrolar do enredo que abre mão de narrar o que de fato ocorreu e como tudo acabou (ou seja, o enredo propriamente dito) para discutir exclusivamente o significado da obra e, nesse sentido, concluir a mensagem que os criadores queriam transmitir (o argumento) por meio daquele enredo. O enredo passa a ser um apoio ao argumento, o cenário que serviria como pano de fundo para desenvolvê-lo.
Contudo, persistia que o que havia sido concluído eram as idéias de Hideaki Anno (o diretor), e não a trama de conspirações que se apresentara até então. O que ocorreu com os personagens principais? O que estava por trás dos mistérios? Ficamos sem essas respostas. O que deixou muitos desnorteados, e mesmo raivosos: lembremos que Evangelion também se destacou nos aspectos ‘animescos’ convencionais. Assim, a sensação de muitos foi de traição: fui apresentando a um mundo mágico, cativante, que não chegou a lugar algum. Assim, em meio aos protestos, um longa, intitulado The End of Evangelion (para não deixar dúvidas…) veio para fornecer um fecho ao enredo, à história, dando um fim à série [3].
3. O final “falso” e o final “verdadeiro”

Mas esse imbróglio teve uma conseqüência negativa à compreensão de Evangelion: a separação entre o final da série de TV e o longa-metragem, este entendido como o “verdadeiro” final, o substituto legítimo do final “falso”, “errado”, da série de TV. Essa divisão foi o resultado trágico – mas esperado – da própria composição da série; foi se aprofundando, progressivamente, à medida que Evangelion tornava-se cada vez menos um anime convencional e cada vez mais uma alegoria filosófica, “traindo” seu público “original”, ou seja, o público que havia sido atraído pelos méritos ‘animescos’, mais presentes na primeira parte da série.
Achamos isso uma grande besteira; uma besteira que só poderia ser o resultado de um grande mal-entendido. Logicamente, o fato de Evangelion ter sido um anime de forte apelo comercial, direcionado ao grande público, ao mesmo tempo em que ambicionou ser uma espécie de dissertação multidisciplinar de filosofia e psicologia, faz dele uma obra arriscada, que se lança ao risco de ser mal-compreendida, caminhando portanto sobre uma linha muito tênue entre o grande sucesso e o grande fracasso. Mas acreditamos que Evangelion conseguiu desenvolver com grande competência as idéias e emoções que queria transmitir. E principalmente: achamos que tudo isso, esses aspectos abstratos, “intelectuais”, não são contrários à dimensão propriamente ‘animesca’ de Evangelion, pelo contrário, as duas coisas se complementam. Essa é nossa tese. Pretendemos demonstrá-la por meio de uma comparação entre os finais de Evangelion, mostrando que eles são compatíveis. E, assim, como os aspectos ‘animescos’ são compatíveis com os “abstratos” (teóricos e estéticos).
Nesse sentido, End of Evangelion claramente complementa o fim da série de TV. As suas coisas são partes complementares de um mesmo argumento. Isso não é claro porque o que vemos em End of Evangelion é o que ocorre fora da mente do personagem principal, Shinji (também poderíamos dizer fora de seu “AT Field”…). Trata-se, pois, dos eventos literais, do enredo. O que vemos no fim da série de TV é o que ocorre dentro de sua mente (seu “AT Field”). Mas o argumento de ambos é o mesmo. Ocorre, apenas, que vemos esse argumento de ângulos diferentes (interior e exterior a Shinji). Nada mais adequado para o estoque de influências culturais que estão na retaguarda de Evangelion.
Qual seria esse argumento? Vamos tentar apresentá-lo resumidamente.
4. O argumento por trás de Evangelion

Evangelion trata dos problemas dos relacionamentos humanos, do sentido da existência, da formação do ego e da individualidade. Ele busca responder a algumas questões filosóficas clássicas, que atormentam os seres humanos: por que vivemos?, o que é a felicidade? E, até mesmo, como compreendemos o mundo em que vivemos? [4]
Uma seqüência do fim da série de TV é especialmente ilustrativa. Vamos utilizá-la como exemplo. Ela começa mostrando uma tela completamente branca. De repente, traçam-se algumas linhas. A partir dessas linhas, coisas começam a ganhar forma. Progressivamente, elas vão se distinguindo entre si. Adicionam-se cores, e todo vai se tornando cada vez mais complexo. Ao mesmo tempo, enquanto tudo isso transcorre, a voz da narração fala de “liberdade”, de “visões de mundo”, de “sofrimento”, de relações humanas. O que isso quer dizer?
Em síntese, para que as coisas existam, elas precisam se distinguir entre si. Inclusive nós, os seres humanos. Ao mesmo tempo, quanto mais nos distinguimos, mais adquirimos individualidade. Quanto mais individualidade, mais temos oportunidade de desenvolver emoções próprias. E, à medida que tomamos consciência de nossa própria existência, torna-se necessário dar algum sentido para ela. E as pessoas precisam relacionar-se para construir esse sentido, ou seja, precisam viver juntas.
5. Liberdade, Limitação, Existência e Conflito

Essa idéia se desenvolve da seguinte forma. O espaço vazio, mostrado no início, representa o estado de liberdade total. Mas nada existe nesse estado. Para que tudo seja possível, é preciso que não exista nada, em particular. Para algo existir, é preciso que se estabeleça uma distinção fundamental. Adiciona-se ao espaço vazio, assim, uma consciência – no caso, do personagem principal, Shinji. Mas vejamos: para Shinji existir, foi necessário que ele se diferenciasse do espaço à sua volta. Foi preciso que se estabelecesse uma fronteira, no caso, física, entre ambos. Para que algo, para que Shinji existisse, foi necessário criar-se alguma limitação, uma fronteira, que diferenciasse esse “algo” de todo o resto. A primeira limitação, a mais fundamental, é a própria separação entre nós e o universo que nos cerca.
A essa altura, o universo já sofreu alguma limitação. Mas Shinji ainda está livre. Neste momento, somente Shinji existe. Nada existe além dele. Ao contrário do resto do universo, que é uma massa branca, Shinji é formado por traços. Ele é livre… exatamente porque não há nada com que se distinguir. Ele é livre, porque não há nada ao seu redor.
Traça-se então uma reta, e daí surge um plano, um espaço. Desse espaço passa então a existir “em cima” e “em baixo”. Agora, Shinji pode prender-se a uma superfície, e sobre nela caminhar. Estabelecem-se sentidos. Passa a existir, portanto, mais coisas: direções. Contudo, Shinji agora está preso ao plano. Sua liberdade foi limitada.
A seguir, adicionam-se mais coisas ao universo. Além do plano e de Shinji, vão aparecendo outras coisas, outros seres, objetos. Shinji é diferente de todos eles. Ele é diferente porque ele está separado de todo o resto, porque há algum limite entre ele e o resto. E exatamente por isso, agora, Shinji pode se relacionar com todos eles.
Mas quanto mais coisas existem, mais Shinji torna-se limitado.
Há, pois, uma relação entre existir, diferenciar-se e ser limitado. Para existir, as coisas, inclusive nós, precisam se diferenciar. Mas com isso também nos limitamos, ou seja, nossa liberdade absoluta diminui.
Mas há ainda um agravante: ao contrário das coisas inanimadas, nós, seres humanos, temos consciência de nossa existência e de nossa individualidade: sabemos que existimos e que somos diferentes de tudo o que nos cerca. E isso, a consciência, traz consigo uma necessidade insaciável de buscar por um sentido de vida, um significado para a vida.
Os seres humanos então olham para tudo o que é diferente deles, para tudo o que os cerca, e passam a dar nomes para essas coisas. As coisas passam a ter, além de nomes, valores. As coisas passam a ser julgadas, passam a ter características e qualidades. Assim, nomeando e valorizando tudo à sua volta, os seres humanos vão conferindo sentido à realidade – e às suas vidas. Eles incorporam, em suas mentes, o sentido que dão ao mundo exterior. E o principal: eles precisam fazer isso juntos. Só vivendo em sociedade, relacionando-se, comunicando-se, entre si, podem os seres humanos produzir o sentido à existência sem o qual não sobrevivem.
Assim, os seres humanos também se diferenciam entre si. Quanto mais se distinguem, mais eles dependem uns dos outros. E isso os limita. Cada um estabelece uma fronteira entre si e os outros, ao mesmo tempo em que são, todos, interdependentes. Daí surgem os conflitos. A idéia é que existir é ser limitado. É um paradoxo. Precisamos ser limitados, pela realidade, pelos outros, para existirmos, para sermos quem somos e para termos um sentido para nossa existência.
6. Conclusão: Unidade e Coerência entre os finais de Evangelion

Seguindo essa idéia, em The End of Evangelion as fronteiras entre todos os seres humanos se diluem. Os “AT Fields” (que são metáforas para as fronteiras entre as consciências de cada um) se fundem, dando origem a uma massa amorfa de liberdade total. Mas, nesse estado de liberdade total, ninguém se distingue de ninguém, e portanto ninguém existe. Não há emoções, não há significado, ou cultura. Para que não haja sofrimento, é preciso que as pessoas não se distingam e não se relacionem. Para que não exista conflito, é preciso que não existam indivíduos.
Assim, para sentir algo, para viver, para ser algo, Shinji escolhe, em End of Evangelion, sair do estado de liberdade total, voltando a distinguir-se dos demais e trazendo-os de volta à Terra. Ele buscará a felicidade em meio a suas limitações, porque para viver e para ser feliz é preciso ser limitado de alguma forma. A própria possibilidade de felicidade pressupõe a existência das condições que produzem o sofrimento (diferenciação e individualidade). Ele prefere correr o risco.
Ele entende isso ao final do movie e dos capítulos da série de TV. Neste momento, nós, os expectadores, somos transportados para dentro da mente do protagonista, e vemos o que ocorre dentro dela. Lá, vemos, supostamente, o sentido da existência humana. O que vemos no longa-metragem é a realização objetiva do que se passa dentro desse universo interior, é o que ocorre do lado de “fora”, no mundo externo. Neste momento, nós, os expectadores, temos um ponto de vista onipotente, vemos tudo o que ocorre objetivamente no mundo. Os dois, contudo, buscam responder às mesmas questões e a nos dizer as mesmas coisas. Ambos nos convidam, pois, a mergulhar numa odisséia em busca do sentido de nossas vidas.
7. Sobre o autor deste artigo:
Fernando Baptista Leite (ferngutz@gmail.com) é Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná e expectador de animação japonesa desde 1997.
[1] Shin Seiki Evangelion, no título original. [voltar ao texto][2] No Brasil, otakus. Lembra-se, contudo, que a palavra adquire sentido pejorativo no Japão, sugerindo um comportamento obsessivo em relação a algum hobby. O culto ao anime e mangá é um dos principais tipos de hobby otaku no Japão. [voltar ao texto]
[3] Que, aliás, apesar de muito esperado, não deixou de desagradar a muitos: em primeiro lugar, o grau de abstração permaneceu alto e, em segundo lugar, permaneceu bastante polêmico. [voltar ao texto]
[4] As principais referências que deram corpo à dimensão simbólica de Evangelion são sem dúvida o trabalho do psicólogo alemão Sigmund Freud, a psicologia de Jung, a filosofia de Arthur Schoppenhauer, o existencialismo (Heidegger, em especial). [voltar ao texto]
via akahon.com.brCaracas, show de bola a análise!!!
-
via 9gag.com
-

Estou terminando de ler o livro: “A Magia da PIXAR” de David A. Price, muito bom, ele conta a estória da Pixar com toda a trajetória de seus integrantes até o estúdio conseguir o seu lugar ao Sol.
É interessante notar a paciência de Steve Jobs que durante anos sustentou algo que não dava retorno, entre outras coisas como a guerra declarada entre a PIXAR e a Dreamworks. Deu pra perceber que animação realmente não é algo barato e que não se faz sozinho, é preciso de investidores interessados e colaboradores entusiasmados.
Isso não é novidade, mas o que achei interessante foi a confirmação de algo que eu já vinha ouvindo que é o fato de a parte mais cara de um filme de animação não ser a compra de computadores ou software e sim manter o sustento de uma equipe por alguns anos.
“Mas não são os computadores que fazem tudo sozinho?”, felizmente não, por mais que produzir animação seja um “processo industrial” nenhuma máquina substitui a criatividade e o sentimento humano, sendo assim, nada mais justo que pagar um bom salário á uma atividade que consome anos das pessoas envolvidas em troco de bons momentos dos espectadores e retornos milionários a seus investidores.
Só para citar, a Disney espera que Toy Story 3 gere US$ 2,4 bilhões em vendas globais ao longo de 2010, nesse caso investir alguns milhões durante alguns anos para se ter o retorno em bilhões em apenas um ano vale muito o investimento.
“OK! Vamos investir então!”
Perai, calma! Respire fundo, agora sim, vamos por partes.
Nossa indústria ainda está em desenvolvimento, não temos uma grande massa de mão de obra pra produzir tudo, mas já á algum tempo escolas vem surgindo e formando esse pessoal.
A questão dá mão de obra se resolve com o tempo, mas e a figura do investidor, será que o temos por aqui? Acho que não, basta observar quem vem trilhando caminhos por aqui como o Fábio Yabu e o Maurício de Sousa, por exemplo, que acabam tendo que ir para fora do País em busca de parcerias, sem contar que muito do que vem sendo produzido atualmente se deve á co-produções internacionais ou financiamentos do governo, ou seja, não serão todos que terão suas idéias transformadas em desenhos animados.
Lá fora enquanto temos empresas como a Hasbro e a Bandai que investem na produção de desenho animado, o que temos aqui? Temos uma questão lógica e compreensível consolidada por aqui que é o consumo de desenhos animados através da TV aberta. Para as emissoras é muito mais barato comprar os direitos de exibição de uma produção já pronta e com audiência garantida do que investir alto em uma produção que não se sabe da garantia do retorno em audiência. Seguindo nessa linha, é muito mais conveniente, por exemplo, as empresas de brinquedos licenciarem produtos de desenhos conhecidos mundialmente.
Talvez seja uma questão de tempo até que os investidores daqui vejam as coisas igual a empresas como a Hasbro e a Bandai, mas talvez nunca vejam, e ai, vamos esperar pra ver?
Acho que vale a pena refletir sobre produções através de acordos em Crowdsourcing, peering, etc..
Esses são alguns dos termos abordados no livro Wikinomics, de Don Tapscott & Anthony D. Williams. No livro eles citam muitos exemplos do que se pode produzir em rede como carros, o projeto Genoma Humano e até aviões. O interessante é que esse processo reduz custos. O ponto é aplicar esses conceitos em produções de desenhos animados.
Acredito que temos um potencial produtivo massivo escondido pelo Brasil, que são animadores fazendo suas próprias produções, porque não organizar esse pessoal e encontrar novas possibilidades para quem tem o sonho de fazer desenho animado?
Esse é um assunto que rende, por isso vou voltar a falar sobre isso em outros artigos, Valeu!
-
via 9gag.com
-
Enviado para você por léo através do Google Reader:
via Capinaremos Blog de Zanfa em 05/06/10
Vocês tem medo de terremotos? Vulcões? Maremotos?
Vocês não viram nada!

FURACÃO DE CHAMAS! PQP!
Coisas que você pode fazer a partir daqui:
- Inscrever-se no Capinaremos Blog usando o Google Reader
- Começar a usar o Google Reader para se manter facilmente atualizado sobre todos os seus sites favoritos
-
via Link Estadão - Cultura Digital de Redação Link em 06/06/10
Por Adam Hanft*Somos rudes, grosseiros e irracionais na internet pela mesma razão que é mais fácil jogar bombas sobre pessoas quando você está pilotando um caça a 6 mil quilômetros de distância.Psicólogos chamam isso de “desengajamento moral”. Quanto mais longe estamos das consequências das nossas ações, mais fácil é nos separar emocionalmente.Em blogs, vemos comportamentos maldosos, onde comentários perversos são postados por covardes que se escondem atrás do anonimato. Também vemos o comportamento entre os jovens em redes sociais como o Facebook, onde práticas de cyberbullying – comentários agressivos e ofensivos – já causaram tragédias. E vemos também em e-mails.A maneira que nos tratamos online se tornou um problema social? É preciso criar uma nova era da etiqueta na internet? Sim e sim.O atual nível de irritação e hostilidade online é grande fenda em nossa sociedade. Claro, também é algo que se passa no mundo em geral, especialmente na política e na mídia. Os xingamentos, o comportamento exageradamente emocional, os insultos que fazem parte da nossa cultura de TV a cabo encontram suas versões análogas na forma que nos comunicamos online.Isso pode mudar? Enquanto não parece haver razão para otimismo, não há dúvida que amplas mudanças comportamentais e sociais são possíveis. Já aconteceu antes.Mas são mudanças graduais, movidas por pressões sociais e pelo desejo de identificação com uma classe social superior. Esta é uma forma para a etiqueta na internet se tornar uma norma social. Nesse sentido, o Facebook, o Twitter e outras plataformas públicas ou quase públicas podem servir como um amplificador social que expõe pessoas maldosas para o grupo que mais importa para a sua reputação.Existe ainda um papel da tecnologia para promover um melhor comportamento. Por que não usar a tecnologia para incentivar a mudança do comportamento? Por exemplo, imagine que um e-mail tivesse uma opção para guardar as mensagens por um tempo antes que fossem liberadas. Seria um tempo para você se esfriar, refletir e reconsiderar.A tecnologia é capaz de tirar o melhor de nós. E quanto mais ela amadurece, mais teremos consciência da habilidade de causar danos à reputação. E como a pressão social aumenta, podemos evitar o pior.* Adam Hanft escreve no Huffington Post e na Fast Company
-
É pessoal, LOST acabou, teve gente que gostou do final e outros não. Pessoalmente acho que faltaram algumas explicações, mas está valendo, não dá para agradar a todo mundo também. Para quem não gostou do final, tem esse alternativo:
Nesses seis anos de LOST o que ficou foi uma grande lição sobre as influências e as possibilidades que a tecnologia vem causando, é a chamada narração transmidiática, não é á toa que todo mundo vem fazendo analises a respeito não só de LOST, mas Matrix também, um livro que exemplifica muito esse tipo de caso é “Cultura da Convergência” de Henry Jenkins.Nesse livro Henry mostra como a internet e suas ferramentas vêm influenciando a maneira de se produzir e consumir conteúdo, como esse conteúdo vem sendo distribuído pela rede e coisas do tipo.No caso de LOST o que ficou evidente é a necessidade de se pensar em novas formas de se distribuir esse conteúdo de maneira que se possa ter retorno financeiro, pois produzir conteúdo audiovisual não é barato, e a “pirataria” via downloads e torrents não podem vir a inviabilizar a produção audiovisual seja aqui ou na China.Colocando o foco em animação, que é um produto audiovisual às vezes mais caro que Live Action e mais demorado para se produzir, vemos a situação dos animes japoneses. O Japão produz muita animação, e nós brasileiros somos fãs não é de hoje, lá em mil novecentos e bolinhas meus pais já viam Speed Racer, A Princesa e o Cavaleiro entre outros, o que acontece é que com a internet hoje temos acesso a desenhos que nunca vimos e que com certeza nunca veríamos na televisão. A popularidade do Naruto não se deve ao SBT e sim a internet, mas como ficam as empresas que investem uma grana na produção e hoje correm um risco maior por poderem não ver esse dinheiro de volta por causa da internet?A meu ver o que existe não é uma alternativa, mas sim uma solução que são os sites de vídeos via streaming. Muitos desses sites estão resolvendo essa questão como o Hulu, que distribui na rede o conteúdo que passou na TV “de graça” apoiado por anúncios (apenas para os EUA). Esse tipo de modelo de negócio acontece não só com o Hulu, mas com muitos outros como o ShowTime do Japão e tem também o da distribuidora VIZMIDIA.O que dá para se perceber é que o problema da distribuição não está na tecnologia, mas a meu ver no modelo de negócio. Não é à toa também que grandes redes de TV vem disponibilizando seu conteúdo na rede seja aqui no Brasil ou lá fora.Não dá mais para ficar escravo da televisão, queremos ter acesso a todo conteúdo produzido pelo mundo e queremos ver na hora em que quisermos.Se o que está acontecendo é uma evolução ou revolução, não importa, o que não dá é pra não perceber que algo está acontecendo.







