• Henry Jenkins é muito conhecido por quem trabalha ou se interessa pela indústria do entretenimento.

    Sabe essa coisa de seriados de TV que também podem ser acompanhados por histórias em quadrinhos, videogames, sites na web e vídeos no Youtube? Pois é, Histórias contadas em vários meios que se completam. Isso é Transmídia Storytelling ou narrativa transmídia. O termo foi cunhado pelo próprio Jenkins.

    Se você nunca ouviu falar nisso, mas gostou de Heros, Lost ou mesmo de Buffy a Caça Vampiros ou Galactica e seu spin off Caprica então está na hora de se informar… A propósito os objetivos da Iniciativa Dharma foram revelados entre a primeira e segunda temporadas de Lost em vídeos no Youtube e até hoje vejo gente que não sabe disso.

    Mesmo que você não tenha gostado de nada disso é uma boa ideia manter uma orelha em pé pois ao que parece essa história de transmídia não é uma moda em seriados nerd e sim uma forte tendência das nossas cabecinhas cada vez mais adaptadas para consumir, reproduzir, criar e modificar memes, mas isso ficará mais claro se você continuar lendo esse post :)

    Henry Jenkins está no Brasil.

    Hoje ele apresentou uma bela visão gerão das suas ideias para uma platéia atenta.

    Resistir é Inútil

    A certa altura Jenkins compara a árvore de relacionamentos em Guerra e Paz (de Tolstoi) com a de X-men o que deixa claro como os universos de ficção modernos são incrivelmente complexos.

    Você pode buscar também a lista de Pokemons que qualquer criança de 6 anos conhece de cor.

    O fato é que nossa capacidade de absorver, processar e replicar informações aumentou absurdamente nas últimas décadas (pelo menos desde Robotech – Protoculture Collection de 1985).

    Porque a escola é chata?

    Uma geração acostumada não apenas aos complexos e vastos universos de ficção da TV, mas também ao dos videogames (a Wikipedia é a maior wiki do mundo, a segunda é a dedicada ao jogo World Of Warcraft) simplesmente fica entediada com o ensino enfadonho e limitado das escolas.

    Nossos jovens não tem problemas com o aprendizado, eles não só aprendem esses universos como os expandem, e Flourish Klink (a menina que aos 12 anos foi ameaçada de processo por manter um site de fanfics de Harry Potter) estava no palco junto com Jenkins para nos lembrar disso (brilhantemente diga-se de passagem).

    Ainda outro dia vi o Carlos Nepomuceno comentar no VideoMak que do jeito que a escola está talvez seja melhor não submeter as crianças a elas.

    Repito, nossos jovens não tem problemas para aprender, a questão é que eles estão demandando outras formas de aprendizado.

    Quando eu era criança (há uns 30 anos) nos conformávamos a aprender coisas interessantes de jeitos chatos formando legiões de adultos que não gostam dos seus trabalhos pois se acostumaram a crer que o mundo real é chato.

    Isso já merece uma série de posts, mas a questão aqui e agora é: aprender precisa ser linear e chato?

    New Media Literacy

    Recentemente (ou pelo menos fiquei sabendo recentemente) Jenkins tem justamente refletido sobre a alfabetização na nova mídia.

    O link acima contém esse vídeo que já diz muita coisa:

    Vou me esquivar de mergulhar nesse tema agora por compreender que é outro que merece uma série de artigos, mas deixo algumas perguntas: aprender tem que ser chato? O mundo “real” deve ser um calvário que suportamos até a morte depois de viver 13 anos de felicidade infantil?

    Sete características da cultura da convergência

    1. Espalhabilidade e “aprofundabilidade” (drillability)
    2. Continuidade e multiplicidade
    3. Imersão e extratabilidade
    4. Construção de universo (história, personagem e mundo) – Impossível não pensar em Tolkien
    5. Serialidade
    6. Subjetividade
    7. Performance – exemplo: Glee

    Alguns destaques

    Enquanto ouvia a palestra de Jenkins destaquei algumas coisas que me chamaram a atenção:

    Tags: , , , ,

    This entry was posted on Saturday, May 29th, 2010 at 12:18 am and is filed under educação. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

    Posted via web from Léo Ferreira

  • No artigo anterior citei que a antropologia explica esse fascínio que nós temos por contar e ouvir estórias, faço uma pequena analogia aquela propaganda de cartão de crédito: quando vamos ao cinema uma pipoca com um refrigerante custa uns R$ 10,00, o custo de produção de uma animação para cinema fica em alguns milhões de dólares, investimento este que é recuperado depois na bilheteria com valores muito superiores ao custo de produção, mas se envolver e se emocionar assistindo a animação  “O Rei Leão” no cinema não tem preço, guardamos a experiência na memória para sempre.

    É isso, ouvir estórias nos torna mais humano, através delas aprendemos, nos emocionamos ou apenas nos divertimos.

    Vendo o programa Café Filosófico da Tv Cultura, observo os filósofos, psicólogos, etc. dizerem que hoje não consumimos produtos por necessidade exclusivamente, mas por seu valor agregado, compramos o sentimento que esses produtos nos prometem, tudo bem, uma hora a ficha cai e percebemos que o ato de consumir produtos não substitui experiências de vida, mas muitas vezes até consumimos produto só para poder ouvir, ler ou ver idéias e estórias seja através de TVs, videogames, IPods, computadores, etc.

    Mas como essas idéias e sentimentos são atribuídos aos produtos? Isso é um trabalho para o pessoal da área de publicidade e do marketing, uma “ferramenta” que eles utilizam para atribuir valor a um produto é o licenciamento de produtos, que nada mais é que algum personagem querido associado á algum produto, um exemplo seria uma lancheira do Batman.

    Não é á toa que produtos licenciados sejam mais caros que outros não licenciados, o que é mais caro uma mochila infantil ou a mesma mochila infantil com o Sherek estampado? Muitas vezes não é a qualidade do produto que vai definir seu preço pois ela acaba sendo igual, ou seja commodity.

    Hoje dizem que tudo é commodity, lápis, notebooks, carros, etc. mas as idéias que geram histórias ao meu ver não são, por mais que apareçam personagens de estórias geréricas de vez enquando.

    Qual o poder de uma idéia, de uma estória? Filmes nos fazem pensar sobre o que é ético, pensei sobre isso deposi de ver "O Advogado do diabo", animações nesse sentido funcionam também para adultos e principalmente crianças. Estórias criam culturas através do cinema, da televisão, dos quadrinhos, te fazem pensar, rir ou chorar, um poder e tanto não?

    Mas quanto custa uma idéia?

    A Walt Disney Company comprou a Marvel Entertainment, Inc. por 4 Bilhões de dólares a mais ou menos um ano atrás, dá pra se ter uma noção de quanto custa. O que foi que ela comprou? Só computadores e bons artistas? Ela comprou o que há de mais valor na Marvel que é o direito de poder contar estórias através de seus mais de 5 mil personagens, além de poder lucrar com isso, imaginem o quanto de retorno essa compra vai render através de produtos licenciados. Mais detalhes aqui: http://www.ambrosia.com.br/2009/08/31/mais-detalhes-sobre-a-negociacao-disney-marvel/

    E as nossas idéias quanto vale aqui no Brasil? Será que ao menos estamos usando o poder de nossas estórias e idéias?

    Original

    Posted via web from Léo Ferreira

  • Célula sintética é criada

    sexta-feira, 21 de maio de 2010 - 13:31

    Craig Venter, cientista-empresário que participou do mapeamento do genoma humano e é bastante criticado por cientistas no mundo todo por conta de suas experiências maravilhosas com interesse comercial, anunciou ontem sua mais recente descoberta, com impactos profundos em todas as áreas e, como de costume, bagunçou tudo e gerou muito barulho.

    A equipe de Venter conseguiu injetar em uma célula, o código genético manipulado de uma outra, gerando pela primeira vez uma célula “artificial”. Entre aspas porque o material celular destino não foi criado sinteticamente, apenas seu genoma, mas tá valendo.

    A célula Frankstein aceitou o material genético e cumpriu sua função, se duplicando até bilhões de unidades, com diferenças quase nulas da célula original.

    Como foi a experiência

    Os cientistas pegaram o código genético (genoma) de um patógeno de cabra, chamado Mycoplasma Mycoides, extraíram uma pequena parte e juntaram ao genoma criado em laboratório. Injetaram esse genoma resultante em uma célular similar “vazia” (sem código genético), e observaram seu comportamento. A célula que serviu de hospedeiro, assumiu aquele genoma como seu e começou a desempenhar seu papel, conforme a programação estabelecida no código genético.

    Para ter a certeza de que a experiência havia dado certo após a replicação natural da célula, alguns códigos foram implantados no genoma artificial, contendo os nomes dos cientistas e frases de filósofos, encriptadas. A chave de decriptação também estava presente no genoma, e eles conseguiram observar esses “easter eggs” também nas células que foram replicadas a partir da célula-mãe-hospedeira.

    Resumindo, os cientistas conseguiram com que uma célula criada com informações artificiais, se auto-replicasse, mantendo essas informações.

    Por que isso é importante?

    Recentemente descobrimos as células-tronco, algo como uma “matriz” que pode gerar qualquer célula viva de um ser. O problema é que ainda não descobrimos uma forma de controlar essa transformação, obrigando uma célula-tronco a virar tecido ósseo, muscular, nervoso.

    A pesquisa de Venter, no entanto, conseguiu criar uma forma de injetar o genoma em uma célula “virgem”, fazendo-a agir de acordo com a programação dada. Isso pode evoluir em diversas direções, desde a cura de doenças degenerativas (como o câncer), a criação de órgãos sintéticos para transplantes, organismos digestores de petróleo, filtradores de poluição, até mesmo a criação de armas biológicas poderosíssimas. Um bem maravilhoso ou um mal terrível, como grande parte das invenções humanas.

    As primeiras discussões já começaram. O presidente dos EUA já reuniu uma equipe e solicitou, com o máximo de urgência, um relatório completo sobre os benefícios e malefícios dos resultados dessas pesquisas, além de como a “América” (leia-se EUA) pode se beneficiar dessas descobertas. Outro grande impasse nessa discussão, já que grande parte dos cientistas do mundo dizem que esse trabalho deve ser “open source”, disponível gratuitamente para a humanidade, dada a sua importância.

    A preocupação envolve principalmente o mal uso das pesquisas, no entanto, o custo para a criação de uma simples bactéria foi de 20 milhões de dólares, muito para a grande maioria dos laboratórios do mundo, mas uma ninharia para uma potência que queria se beneficiar da descoberta.

    Eu fico maravilhado e estou louco para saber dos próximos passos. Vou acompanhar a evolução disso e, se tiver mais coisas legais e interessantes, compartilho aqui com vocês.

    * Fontes: New Scientist (traduzida no Gizmodo), G1 (Anúncio, Obama)

    PESQUISA RÁPIDA (responda nos comentários):

    Em sua opinião, qual o maior benefício que essas pesquisa podem trazer e qual o maior risco que corremos?

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  • Início » Doodle, Search

    Google cria primeiro Doodle jogável

    Enviado por Kelsen em sexta-feira, 21 maio 2010Sem Comentários, Seja o Primeiro!

    Não costumo comentar muito sobre os Doodles do Google, mas olhando para o histórico de Doodles, podemos ver que a empresa ficou mais criativa na seleção dos seus Doodles.

    Dessa vez fomos presenteados com o clássico Pac-Man que está comemorando 30 anos de história. Depois que a página é carregada completamente, o jogo é iniciado, para jogar não existe segredo, basta apenas utilizar as setas do teclado.

    Se olhar bem, o botão “Estou com sorte” mudou para “Insert Coin”, clicando nele o jogo ganha mais um jogador que pode utilizar as teclas A, S, D e W para movimentar seu personagem durante o jogo.

    Popularity: 1% [?]

    Kelsen Escreve também no Guia Android, conheça!

    Essa foi boa!

    Posted via web from Léo Ferreira

  • Google Buzz

    google dec 08 Chegou o Google TV. Adeus TV Digital

    A Google apresentou a Google TV essa manhã em sua conferência de desenvolvedores, a I/O, entrando num campo que tem crescido desde a Consumer Electronics Show de Janeiro deste ano.

    A ferramenta mais evidente que a empresa leva para a TV é a busca. Mas isso é apenas o começo.

    A Google TV será oferecida como uma caixa de internet e Wi-Fi que pode ser conectada a uma televisão usando a conexão HDMI. Terá também um teclado e um “dispositivo para apontar”, mas nenhuma outra informação específica foi divulgada.

    Grande parte desta demonstração consistiu em mostrar o recurso de busca e como os usuários poderão navegar na internet utilizando suas televisões. A busca na Google TV permitirá aos usuários a encontrar conteúdo tanto na web como na TV. A partir daí eles poderão visualizar conteúdo da web, da TV, e até usar seu DVR para programar e gravar programas de TV que não poderão ver ao vivo.

    A apresentação começou a ficar interessante quando o apresentador começou a mostrar algumas das integrações com smartphones e o Android marketplace. A Google TV não só pode ser controlada pelo seu smartphone e com o reconhecimento de voz, mas também poderá rodar qualquer aplicativo Android, pelo menos os que não exigem algum hardware específico de telefone, pelo seu hardware. Então o Pandora, o Twitter, o Facebook – tudo que é aplicativo do Android – estarão disponíveis em uma forma simples para a televisão.

    A Google também demonstrou uma série de integrações e parcerias, como com a NBA ou o Netflix. Essas integrações otimizaram o conteúdo da web para a experiência na televisão, tudo isso conectando online a programação com o DVR, no caso da NBA.com, ou permitindo que usuários examinem conteúdo sugerido de acordo com sua navegação no Netflix.

    A Google disse em seu blog sobre a Google TV que muito do que foi mostrado na conferência corresponde apenas a ponta do iceberg, pois a empresa estará abrindo a Google TV para desenvolvedores em breve com lançamentos do SDK e da API. É aí que será a parte mais interessante do projeto, as criações de desenvolvedores utilizando as ferramentas da Google. Em vez de ter um sistema mais fechado, como os widgets do Yahoo! TV, o uso de ferramentas de desenvolvimento da Google e a integração com o Android market place fará da Google TV a responsável pelo renascimento da Web TV.

    A Google está trabalhando com a Sony e a Logitech para levar seu produto até televisões, Blu-rays e companion boxes. E pode esperar para vê-lo em breve nas lojas Best Buy.

    Para nós esse movimento parece mostrar apenas que a interatividade na TV vai vir pela web, antes mesmo da TV digital. Será que além da web, e da disputa com a Apple pelo Mobile, a Google consegue vencer em mais um território?

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    Posted via web from Léo Ferreira

  • Enviado para você por léo através do Google Reader:

    via 9GAG.com Site Feed(rss) em 19/05/10

    Submitted by: chris
    Posted at: 2010-05-19 18:36:48
    See full post and comment: http://9gag.com/gag/23253


    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

    Posted via email from Léo Ferreira

  • E ai pessoal, coloco aqui uma troca de mensagens que tive com Céu D'Ellia que achei legal compartilhar.

    Enviado para você por léo através do Google Reader:

    via Iludente de Ceu D'Ellia em 19/05/10



    Ainda não fechamos a questão, mas tudo indica que o Núcleo Paulistano de Animação no CCJ vai se chamar NUPA. 


    Leonardo Ferreira é alguém que participou do Fazendesenhanimado de Maio e me mandou a mensagem abaixo. Como os questionamentos que ele faz são bem pertinentes e podem ajudar a entender melhor o que estamos fazendo no NUPA, pedi a ele autorização para postar sua mensagem e minha resposta aqui.
    Quem quiser aproveitar e interagir, fazer comentários, perguntas, sinta-se a vontade.




    On  13.05.10 13:46, "leonardo alves ferreira" wrote:
    Olá Céu, me chamo Leonardo, participei do último encontro do Núcleo Paulistano de Animação do CCJ com o Fábio Yabu.
    Eu só não tenho certeza se era você que me respondeu a pergunta que fiz para o Fábio sobre o porque que produzir animação no Brasil é tão caro, mas acho que era.
    Estou enviando esse e-mail pois eu realmente quero trabalhar nessa área e procuro sempre estar informado sobre como funciona os processos de produção, o mercado, etc. espero que possa me esclarecer sobre coisas que venho pensando e me dar sua opinião.

    Com base na sua resposta do porque ser tão caro produzir animação e no que o Fábio falou sobre manter uma equipe por um bom tempo (anos), concordo que o alto custo se justifica.
    O que venho me questionando é se não existem alternativas, sei que ainda não temos uma industria consolidada com mão de obra qualificada, mas meu foco é no modelo de negócio.

    Do que vejo a tecnologia vem possibilitando o baixo custo de produção com relação a hardware e software, e distribuição também já não é um problema pela web, do que li em pesquisas as pessoas estão passando mais tempo na web do que vendo TV, se falando de animação japonesa então o que se assiste por aqui é tudo pela web, as TVs vejo que não dariam conta e acho que até não tem interesse de transmitir tudo o que se produz no Japão. Não nego que a pirataria tem seu lado negativo e destroi a industria e os modelos de negócio do setor (seja pela web ou na barraquinha por R$5).
    Não sei se por circusntâncias da realidade brasileira, mas o que se produz por aqui tem o foco em transmissão pela TV, no japão e E.U.A. isso já está mais resolvido, eles tem sites de vídeos streaming (hulu por exemplo) onde o conteúdo é liberado para quem está no pais, funciona como na TV onde todos vêem de graça mas se vincula publicidade ao conteúdo (o que é justo),  isso vejo que ainda não chegou por aqui.

    Do jeito que as coisas estão indo acho que o problema já não é distribuição, tem muito conteúdo de animação que começou de graça na web (happy tree friends, pucca) e foi pra TV, enfim, acho que o problema central é a produção, como manter uma equipe.

    Ai fiquei pensando, os músicos também estão enfrentando problemas e discussões por causa do impacto das novas tecnologias mas muita coisa está se resolvendo: eles fazem mais shows, vendem a música pelo Itunes, se auto-pirateiam, etc. mas o que me chamou a atenção é que existem coletivos de músicos, que conseguem gerir problemas comuns entre eles e se sustentarem com música.

    Sendo assim por que não existirem coletivos de animadores? só um exemplo, você deve ter ouvido falar do Aniboon, é uma espécie de rede social de animadores de todo o mundo onde produzem animações cada um de sua cada fazendo alguma etapa, isso reduz custo com locação de escritório e como os processos estão cada vez mais digitais, gastos com papel também é reduzido.

    Claro que todo o modelo que estou sugerindo não é simplista, a grande questão ainda seria quem vai pagar o salário dos animadores? Distribuição não é o problema, produzir em rede e reduzir custos com hardware e softwre é possível, sendo assim por que ao invés de chamar os animadores para serem empregados por que não os chamarem para serem parceiros dividir os riscos vejo que seria melhor para todos, pois num primeiro momento o dinheiro pode não aparecer, mas lá na frente quando ele aparecer viria maior com a divisão de receita publicitaria por exemplo. Esse modelo seria viável para animações curtas e não com anos de produção no que sugiro.

    Bem, acho que coloquei as coisas que gostaria de compartilhar, tenho pensado sobre isso depois de ler livros como A cauda longa, Wikinomics, FREE, etc. O que acha?
    Tem mais uma coisa, não sei se está por dentro desses assuntos, mas a intenção de se formar o Núcleo paulistano de animação vai em direção disso que falei em alguma maneira? E o Coletivo P.A. é um coletivo de animadores?

    Por enquanto é isso, acho que escrevi muito, mas espero que possa colaborar com alguma ideia.

    Obrigado pela atenção e aguardo resposta.
    Leonardo

    Minha resposta:

    Olá Leonardo,

    Seus questionamentos são todos bem pertinentes.

    Ainda não conheço os resultados do Hulu o suficiente para saber se o negócio já é capaz de bancar produção de novo conteúdo ou se por enquanto apenas reutiliza material pré-existente (e que já lucrou em outras mídias), na esperança de atrair vedores e tornar-se um canal rentável no futuro.

    A distribuição ainda é um gargalo importante e não dá pra dizer que seja um problema resolvido. Mas concordo totalmente com você que a web aponta para novas possibilidades e que, a exemplo do que está acontecendo com a música, novas formas de negócio (e produção) podem e precisam ser pensadas.

    É verdade que a idéia de criar modelos de participação dos artistas nos resultados financeiros do produto é uma alternativa. Na verdade nem tão nova. A Pixar já fez isso com muito sucesso há quase 20 anos, quando o negócio da animação em CG ainda era uma incógnita.

    O Coletivo P.A., que é parte da implantação do Núcleo Paulistano de Animação no CCJ, é um processo que, sim, tem como meta construir um Coletivo de Animadores. Tudo dependerá do próprio desenvolvimento, potencial  e suor dos participantes do Núcleo. Ainda estamos no começo da realização do projeto e o que posso lhe dizer agora é que o objetivo é exatamente construir novas formas de produzir e distribuir, menos preocupadas em reproduzir formatos consagrados (como séries de TV e longas de cinema) e mais voltadas a comunicar-se com a comunidade da qual faz parte.

    Nossa aposta é que a Produção Cultural, quando apta a reagir e interagir com o interesse do público, acaba encontrando naturalmente seu canal de viabilização.

    Por favor, continue participando, opinando e criticando. Fique ligado em nossa programação e nos auxilie a divulgá-la. Acredito que em junho já estaremos lançando um programa de animação residente.
    Você tem um portfólio de trabalhos seus para nós conhecermos?
    Abraço e obrigado pela ótima mensagem.
    Céu D'Ellia


    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

    Posted via email from Léo Ferreira

  • E ai galera, estou "começando" um projeto, por enquanto é meio mistério mas dá uma passada lá:
    Nuto

  • SHOW DE BOLA!

    Ao meu ver tá melhorando a cada ano.

    Posted via web from Léo Ferreira


  • Não estamos numa época de mudanças, mas em uma mudança de época –
    Chris Anderson, da minha coleção de frases.

    Galera, assistimos, até o momento, a fase 1 da nova civilização.

    Colocamos na mão de bilhões de usuários, um computador em rede e a maioria deles já se sente à vontade para usar.

    Decreta-se o fim de uma etapa.

    (Sim, tem outros bilhões que ainda não chegaram e deve-se ter políticas para isso.)

    Outro dia um repórter me perguntou se ainda existem oportunidades para pequenos empresários na Internet.

    Ri e disse que tudo estava apenas começando.

    (Há um mercadaço para transformar o mundo 1.0 para 2.0, todas as empresas, cidades, etc…)

    O problema é que achamos que a mudança atual é tecnológica.

    Termina nela mesma.

    Porém, a fase, digamos mais fácil, por incrível que pareça foi essa.

    Adotamos a tecnologia, mas não mudamos a nossa maneira de pensar.

    Adotamos e adaptamos o computador ao nosso jeito e não o contrário,

    Agora, entretanto, vem a fase II: mudanças sociais.

    E isso implica mudança cognitiva.

    Tudo vai bem, se não tenho que mudar a maneira que vejo o mundo e ajo.

    Mas para fazer isso, preciso passar por um longo ciclo.

    • a) ser coo-vencido;
    • b) ver o que preciso fazer, primeiro passo;
    • c) dá-lo efetivamente.

    Isso leva tempo.

    Muita gente vai começar a achar que a onda passou e vamos continuar do jeito que estávamos.

    O problema que o empoderamento da população com armas democráticas, tal como blogs, twitters, comunidades vão começar a cobrar mudanças.

    Semana passada, o líder do governo do Senado disse que o projeto 2.0 Fichas Sujas, que teve mais de 1 milhão de assinaturas não é do “Governo”, mas da “Sociedade”.

    As cartas dos leitores nos jornais perguntam: o governo não é do povo e em seu nome será exercido?

    Claro que não!

    Isso é uma mentira, que foi sustentada em um tempo que o cidadão não tinha armas cognitivas comunicacionais na mão.

    Que havia um tipo de controle da mídia que esse tipo de mentira era senso comum.

    Agora tem e começa-se a ter força e voz quem não concorda e diz outra verdade.

    E vão aprender a usar essas armas para, de fato, mudar e não apenas reclamar.

    É isso que começa a rondar a cabeça das pessoas….e de vários novos líderes por aí, com ideias, projetos, sugestões, produtos….

    A mesma coisa é a escandalosa e verdadeira matéria na Exame, na qual diz com todas as letras:

    O discurso da “maximização” da satisfação do cliente é uma falácia. Esse não é objetivo de nenhuma empresa – Revista Exame, após pesquisa sobre atendimento a consumidores;

    Caraca, note que não é um texto do jornal do PSOL, mas da Exame!

    O consumidor vai cobrar agora que ele volte à ter razão. E isso estará cada vez mais em pauta e se procurará empresas que queiram entender a nova lógica, bem como, se articular para que mudanças ocorram.

    É a fase II:

    Como faço para que mudemos o mundo, a partir da  casa das pessoas, com meu teclado e mouse?

    A fase que entramos agora será em ritmo muito mais lento, pois trata-se agora da briga objetiva e concreta entre duas visões de mundo.

    O capitalismo pré-ruptura do controle informacional x o capitalismo pós-descontrole, já que o socialismo não está mais na roda.

    (Blogo sobre isso depois.)

    Uma briga de cachorro grande que podemos ajudar, tendo compaixão com os que querem resistir, ajudar quem pode vir a ser excluído e garantir que a humanidade que possa vir seja um pouco melhor do que a atual com os novos paradigmas.


    Posted in Civilização 2.0

    Posted via web from Léo Ferreira

  • E ai pessoal, esse é meu primeiro artigo aqui no Cinema e Tecnologia, sou formado em tecnologia em design gráfico e técnico em informática. Desenho desde pequeno, e ouvindo um elogio aqui e outro acolá sobre meus desenhos vi que levava jeito pra coisa e resolvi seguir esse caminho fazendo ilustrações, cartuns, charges e principalmente agora me dedico aos desenhos animados. Espero poder contribuir com informações e questionamentos sobre essa área, beleza!

     

    Percebo que essa acaba sendo a estória de muitas pessoas, agente começa desenhando uns bonequinhos de palito, umas casinhas e por ai vai, quem em algum momento da infância não desejou quando crescer ser desenhista?

    Sobre o porquê de gostarmos tanto de desenhar a antropologia vai dizer que desde o tempo das cavernas temos necessidade de expressão, comunicação, entretenimento e o desenho sempre foi uma das formas de conseguirmos satisfazer essas necessidades. O tempo é outro, mas continuamos humanos, o desenho hoje não apenas satisfaz essas necessidades básicas, mas também tem seu aspecto lúdico que não perdemos na infância e continuamos tendo essas relações com o desenho até ficarmos velhinhos, sejam através de ilustrações, quadrinhos, desenhos animados, etc., não é a toa que me vejo assistindo Pica-Pau com 60 anos.

    Das pessoas que aceitam o desafio de trabalhar com HQs, animação, acabam tendo de encarar a difícil realidade de não se ter um mercado definido e consolidado aqui no Brasil, mas apesar disso acredito que as coisas estão sempre melhorando, devagar, mas melhorando.

    Independente dos desafios que enfrentamos a meu ver a solução não está exclusivamente em criar leis de incentivo ou esperar que alguém nos veja e entregue um mercado prontinho e perfeito.

    Acho que a questão é analisarmos o perfil do profissional dessa área. Em conversar com amigos, ouvindo relatos de pessoas e vendo muita coisa na internet, percebo que estamos sempre reclamando das coisas, a culpa é sempre dos outros, ou é por causa das editoras que não apóiam a produção nacional, ou por que os empresários não investem no setor, enfim, tudo bem, os outros podem até ter responsabilidade sobre a situação, mas é o profissional da área? Seja ele desenhista, animador, ilustrador, etc., será que estamos colocando a cara á tapa ou queremos tudo mastigado?

    Hoje temos internet banda larga, software livre, distribuição pela web, etc., etc., ou seja, tecnologia não é o problema, o conhecimento de como fazer também não é e nunca foi, hoje temos cursos de animação e muitos livros pra quem quer aprender por conta própria, mas qual foi a faculdade que Walt Disney cursou? Que softwares ele usou nos seus primeiros desenhos? Alguém já leu o livro: “A magia do império Disney”? Pois lá tem muitas estórias boas da vida dele, dá pra aprender muita coisa como ser persistente, saber ouvir muito não, etc.

    Bons exemplos de como chegar lá não faltam, poderia citar Osamu Tezuka e Maurício de Sousa, mas, por enquanto é isso.

    O mercado está crescendo e desses anos pra cá vemos o aumento de muitas produções independentes ou não aqui no Brasil, vou colocar aqui minhas impressões e informações sobre animação, pra quem quiser ver tem esse vídeo recente do link abaixo do portal brasilianas com muita informação desse mercado, até semana que vem, valeu!

    animação brasilianas

     

     

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    Tecnologia e Cinema por e-mail:

    Posted via web from Léo Ferreira

  • Enviado para você por léo através do Google Reader:

    via Link Estadão - Cultura Digital de Heloisa Lupinacci em 16/05/10

    Clique nos links abaixo para conferir a íntegra dos três debates promovidos na primeira série de Encontros Estadão & Cultura, que discutiu o impacto do digital na política, nos negócios e na leitura.

    encon2
    Primeiro dia: A internet como plafatorma para a cidadania

    estadaonacultura2p
    Segundo dia: O empreendedorismo em tempos digitais

    debate1
    Terceiro dia: O impacto do digital no livro, na leitura e na literatura


    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

    Posted via email from Léo Ferreira


  • Eu era quando pequeno muito fã do desenho do Pequeno Príncipe que passava no SBT, até recentemente comprei alguns DVD's com episódios. Há um tempo adquiri o livro, não gostei muito, esperava mais, pensei que encontraria alguma aventura como nos episódios mas, só retrata a vida por meio de frases bonitas, metáforas e poemas.

    A parte em que o pequeno príncipe encontra a raposa (acredito que a tirinha só faça sentido prá quem já leu) é realmente bonita e tocante. Vou postar abaixo tal parte, quem tiver paciência em ler, é legal!
    (garotos, tirem boa lições disso, não há uma garota que não se derreta com a história da raposa...a não ser as gordas estranhas e insenssíveis)


    "...Foi então que apareceu a raposa:

    —Bom dia, disse a raposa.
    — Bom dia, respondeu polidamente o principezinho.
    — Quem és tu? Tu és bem bonita...
    — Sou uma raposa, disse a raposa.
    — Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.

    — Eu não posso brincar contigo, disse ela. Não me cativaram ainda

    —Que quer dizer "cativar" ?
    — É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
    — Criar laços ?

    —Tu és ainda para mim um garoto igual a cem mil outros garotos.
    E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim.
    Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se
    tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim ÚNICO no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
    E a raposa continuou:
    — Minha vida é monótona. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.

    Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
    O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.

    E depois, olha!

    Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil.

    Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!

    Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.

    O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti.

    E eu amarei o barulho do vento no trigo...

    — Por favor... cativa-me! - disse a raposa.

    — Bem quisera, disse o principezinho. Mas tenho pouco tempo

    e amigos a descobrir e coisas a conhecer.

    — A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa.

    Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.

    Compram tudo pronto na lojas.

    Mas como não existem lojas de amigos, eles não têm mais amigos.

    Se tu queres um amigo, cativa-me !

    — Que é preciso fazer ?

    — É preciso ser paciente. Sentarás primeiro longe. Eu te olharei e tu não dirás nada.

    A linguagem é fonte de mal-entendidos.

    Mas cada dia sentarás mais perto... E virás sempre na mesma hora.

    Se tu vens às 4, desde às 3 eu começarei a ser feliz.

    Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.

    Às 4 horas, então, eu estarei inquieta e agitada:

    descobrirei o preço da felicidade.

    Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de

    preparar o coração...

    Assim, o principezinho cativou a raposa.

    Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

    — Ah! Eu vou chorar.

    — A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não queria te fazer mal,

    mas tu quiseste que eu te cativasse...

    — Quis.

    — Mas tu vais chorar !

    — Vou.

    —Então não sais lucrando nada!

    —Eu lucro, por causa da cor do trigo.

    —Vais rever as rosas e volta. Tu compreenderás que a tua é ÚNICA no mundo.

    E ele disse às rosas:

    — Vós não sois iguais à minha rosa, vós não sois nada.

    — Ninguém vos cativou e nem cativastes ninguém.

    —Sois como era a minha raposa, mas eu fiz dela um amigo.

    —Agora ela é ÚNICA no mundo.

    —Sois belas, mas vazias... A minha rosa sozinha é mais importante que vós todas.

    —Foi dela que eu cuidei, ela é a minha rosa!

    —Adeus, disse ele.

    — Adeus, disse a raposa.

    —Eis o meu segredo: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

    Posted via web from Léo Ferreira

  • A ficção científica tem sido palco há anos de muitas inovações tecnológicas. Tudo bem que os escritores / autores nada tem de conhecimento técnico avançado ou física aplicada, mas a sua imaginação e criatividade ajudam constantemente a indústria a trilhar caminhos para novos lançamentos.

    Posso citar diversos exemplos, como por exemplo:

    • o celular Startac (Motorola) inspirado no comunicador da série tradicional de Star Trek
    • a TV de plasma, ou mesmo a LCD, inspirada em filmes como De Volta Para o Futuro II
    • o iPad, um dispositivo portátil multimídia, presente na grande maioria dos filmes, como por exemplo o filme com a família Robinson - Perdidos no Espaço (1998)

    Fato é que a ficção em muito ajuda os cientistas reais a pensarem em como materializar suas loucuras de forma que o mundo as possa absorver.

    Tecnologia de Realidade Aumentada existe há muito tempo, e pode ser utilizada para diversos fins. Gosto particularmente da computação ambiental, onde a informação está onipresente no ambiente para aumentar o conforto e bem estar do ser humano.

    No filme Iron Man 2 (Homem de Ferro 2), super herói, alter ego de Tony Stark, interpretado pelo ator Robert Downey Jr, diversas cenas com aplicação de Realidade Aumentada foram criadas. Infelizmente essa tecnologia só existe na tela do cinema, pois foram criadas pela empresa Perception, localizada em Nova York (EUA).

    Brilha aos nossos olhos ver Stark utilizando o estado da arte de usabilidade e tecnologia na sua mansão e no seu laboratório. A mesinha de canto, com tampa de vidro, é touch screen e com um sistema maravilhoso de interação, onde ele busca informações sobre uma funcionária.

    No laboratório, ele interage no espaço 3D físico com o mundo virtual. Teoricamente um ambiente totalmente controlado por sensores e câmeras que captam o movimento do corpo de Stark, como por exemplo a ponta de seus dedos, e assim reconhece qual é o comando que ele quer executar no computador ambiental:

    • rotacionar uma foto
    • aplicar zoom em uma imagem
    • acessar determinado vídeo
    • mover um documento antigo para a lixeira (aliás, com uma bela idéia de cesta de basquete virtual)

    Essa tecnologia ainda não existe (para o público ao menos), ou não existe em sua totalidade.  Porém diversas empresas ao redor do mundo trabalham em soluções primitivas que levarão às nossas casas esse tipo de interação, no futuro. É o caso do exemplo abaixo:

    3D Computer Interface from Free Flow on Vimeo.

    Os esforços para criação dessa nova tecnologia são grandes. Vejam que existe uma certa complexidade na criação de novos aparelhos com sensores para captação de movimento, pressão, temperatura ou coisas do gênero. Apesar de muitos sensores já existirem, a adaptação para as novas necessidades muitas vezes requer uma re-invenção dos mesmos.

    E da criação, a transformação dela em algo possível de ser comercializada ou inserida na vida das pessoas é um dos grandes obstáculos a serem ultrapassados.

    Imaginem, a tecnologia tem que ser "invisível" para o homem. A mesa precisa "magicamente" mostrar dados e reconhecer toques. Uma sala inteligente precisa de sensores, câmeras e muito mais espalhada de forma a reconhecer um movimento natural do homem como um comando a ser executado.

    Esses equipamentos não são fáceis de serem construídos, ainda mais pensando na "miniaturização", mantendo-se ou aumentando-se o poder de processamento das informações. Acredito que ninguém quer uma fiação pendurada na sua sala, com câmeras ou mecanismos gigantes só para brincar de "Minority Report" ou "Jarvis".

    Mas é o futuro. O apenas era imaginação há 1o anos hoje já é realidade ultrapassada. E assim sempre será.

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  • E ai pessoal, vou começar a publicar artigos no blog Tecnologia e Cinema relacionados a animação e seus bastidores, semana que vem começo, espero que gostem! Valeu!

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  • Google Buzz

    Autor Convidado: Ricardo Lage é pesquisador acadêmico na Universidade de Aalborg, Dinamarca, atuando na área de sistemas de recomendação. Acompanhe @riclage_br no Twitter!

    Claro que o título acima foi feito para atrair sua atenção. Atenção é recurso escasso nesta era de informação abundante. Enquanto você lê estas linhas tenho sua atenção. Você provavelmente poderia buscar o conteúdo deste texto em outro lugar, mas escolheu lê-lo aqui. Tenho sua atenção e isto é muito valioso. Neste momento posso falar sobre qualquer assunto e fazer você pensar sobre ele, se você realmente estiver prestando atenção. É assim que mágicos e ilusionistas fazem seus truques. Eles são mestres em desviar sua atenção para o que interessa a eles. Enquanto você se distrai com os movimentos hábeis de uma de suas mãos, ele faz seu truque com a outra, sem que você perceba. Da mesma forma, fiz você pensar sobre mágicos e seus truques. Pensou no Mr. M? Ou no David Blaine? Naquele seu tio que aprendeu alguns truques?

    Mas o título deste post não está totalmente errado. E não foi usado apenas para atrair sua atenção. A participação de usuários na Internet (inclusive a sua e a minha) tem obviamente tudo a ver com o quanto de atenção nós damos a ela. E, neste contexto, mídias sociais têm tido um papel cada vez mais fundamental. O título do post conta só meia-verdade. Pessoas instáveis emocionalmente tendem a participar mais na Internet e principalmente contribuindo em mídias sociais como Facebook, chats, e Twitter. Mas pessoas mais jovens e extrovertidas também participam mais (independente de serem instáveis ou não). Estes são apenas alguns dos resultados do estudo de Correa, Hinsley e de Zúñiga (2010) que avalia a personalidade dos usuários e seus usos de mídias sociais.

    Estudos como este são importantes porque mídias sociais fazem cada vez mais parte de nossas vidas. Nos EUA, três quartos dos adultos e 93% dos jovens estão online. E a maioria deles usa a Internet principalmente para se comunicar. Mais, estudantes já estão ficando viciados no seu uso e começam a experimentar sintomas de abstinência quando ficam um dia inteiro sem acessar a Rede.

    Ao mesmo tempo em que a Internet vai ficando mais social, nossa vida, tanto em seus aspectos positivos quanto negativos, passa a acontecer mais nela também. Principalmente nos sites e serviços que favorecem a interação social e, assim, conquistam mais a nossa atenção. Conquista-a porque nossos amigos e família estão lá, e queremos fazer parte do mesmo grupo que eles. Ou porque pessoas que respeitamos estão lá e queremos nos aproximar delas.

    O co-fundador do Facebook disse ano passado em entrevista que uma mensagem que você recebe é menos importante do que quem a envia. Reputação conta. Não nos interessa a opinião de todo mundo. Nossa racionalidade é limitada porque não temos a capacidade de processar toda a informação disponível. Por isto, a informação dada por pessoas em quem confiamos e/ou respeitamos tende a ser muito mais valorizada.

    O poder das mídias sociais está exatamente na possibilidade de potencializar o acesso a este tipo de informação. Prestamos mais atenção nestes serviços porque conseguimos neles a informação personalizada que outras mídias não conseguem nos dar. E assim eles vão tornando a Internet cada vez mais social, com cada vez mais usuários, e ganhando cada vez mais espaço no processo.

    Posted via web from Léo Ferreira


  • via ANIME, MANGÁ E TV de Nasdark em 09/05/10



    Uma das maiores distribuidoras de anime e mangá dos Estados unidos, a Viz Media, acaba de colocar no ar novos episódios da série Vampire Knight, dentro de seu site de streaming VizAnime, onde a empresa disponibiliza cada uma de suas séries para que todos os usuários e visitantes possam assistí-las sem a necessidade de recorrer a pirataria.
    Atualmente a Viz colocou no ar os cinco primeiros capítulos de Vampire Knight e todas as sextas-feiras publicará outros, até completar os 13 episódios que correspondem à primeira temporada da série. Obviamente tudo que está disponível no site é apenas para os americanos. Isso foi uma grande iniciativa da empresa e espera-se que no futuro, o serviço seja levado para outros países.
    Entre as séries que se encontram disponíveis no site estão: Death Note, Inuyasha – The Final Act, Naruto, Bleach, Nana, We Love Morita!, One Piece entre outros. Além da grande quantidade de títulos, todos são episódios completos e podem ser assistidos também via iTunes.
    Leia mais em: ANMTV.com.br


  • Enviado para você por léo através do Google Reader:

    via Diário Prático em 27/04/10

    entrevista com BK em um único blocão em glorioso 96kbps que não tem som de radinho de pilha. Vai pra parte da pirataria, que é a melhor na minha opinião, é na segunda metade, o início é legal pra quem quer publicar algo independente.


    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

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  • Ola pessoal.

    Para vocês entenderem o fanzine que vou postar agora, acho importante você leerem isso aqui:

    A história se passa em um mundo ficcional com tecnologia medieval. Politicamente, ele consiste em um grande número de cidades independentes e espalhadas pelo mundo. Nesse mundo, humanos coexistem com criaturas chamadas Youma (em japonês: 妖魔, Youma?), seres sensitivos que se alimentam de vísceras humanas. Os Youmas, sendo metamorfos, são capazes de adquirir a forma humana e viver entre eles. Consumindo as vísceras de um humano, o Youma é capaz de absorver as suas memórias e personalidade também, permitindo que eles se disfarcem em uma pessoa especificamente sem levantar suspeitas para seus amigos e familiares.

    Uma organização sem nome e altamente secreta criou uma ordem de guerreiros modificados para proteger os humanos dos Youmas. Esses guerreiros vieram a ser chamados popularmente de Claymores, devido as suas imensas claymores que portam em suas lutas. Vilas sob ataque de Youmas contratam os serviços das Claymores.

    Se quiserem saber mais: Wikipedia Claymore


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  • Enviado para você por léo através do Google Reader:

    via Efetividade.net de augusto em 07/05/10

    por Patricia Wolff, autora convidada para a série “Competências”

    “As mentes são como pára-quedas: só funcionam se estiverem abertas.” (Ruth Noller – Pesquisadora da Universidade de Buffalo)

    Você está satisfeito com sua criatividade?

    O que você faz quando precisa ser mais criativo?

    http://www.lesi2009.org/wp content/uploads/2010/03/Patent An Idea.jpg) " src="http://img.efetividade.net/img/xtra/creative-Idea.jpg" />

    A revista NewScientist publicou, no último dia 30 março, um estudo que avalia o funcionamento cerebral de 72 voluntários. Ele sugere que quanto mais lenta a comunicação entre algumas áreas do cérebro, mais criativa uma pessoa se torna.Esse ritmo mais lento permite conexões entre idéias muito diferentes.

    Em uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo Rex Jung, professor do departamento de Neurocirurgia da Universidade do Novo México (EUA), um dos autores desta pesquisa, disse:

    “A idéia criativa é normalmente descrita como algo vindo de um processo lento (ao tomar banho, ao acordar de um sonho, etc.). Parece que esses pensamentos mais lentos permitem que mais ‘nós’ do cérebro sejam conectados em formas mais novas e úteis, em contraste com o processo rápido de raciocínio que permite a alguém ter rapidamente uma resposta ‘certa’: a que já é conhecida”.

    Para entendermos como isso funciona na prática, basta olharmos para uma criança. Eu tenho um filho de seis meses, e esta semana brincando com ele no chão da sala observei quando ele viu o jornal que estava em cima do sofá. Imediatamente ele engatinhou, ou melhor ratejou, pois ainda não sustenta o peso do corpo nos joelhinhos , e esticou o braço direito para alcançá-lo mas perdeu o equilibrio e caiu. Logo comentei com meu marido, que assistia a cena, “Ele acha que irá pegar o jornal, vê se pode? …” . Ele tentou uma, duas, três vezes sem sucesso, até que na quarta vez descobriu que esticando o braço esquerdo, que estava apoiado no chão, o direito poderia alcançar o jornal, e assim o fez.

    O que pude aprender com essa situação foi:

    1. Para sermos criativos devemos ter claro o que queremos atingir.
    2. A necessidade fornece impulso positivo para o desenvolvimento de soluções criativas.
    3. Temos que ter muito cuidado com nossas crenças (Ele acha que irá pegar o jornal …), pois as irracionais podem duvidar da capacidade de se atingir o objetivo e “cortar” o fluxo criativo do pensamento.
    4. Criatividade tem a ver com explorar o desconhecido, e para isso precisamos ter em mente que frequentemente podemos errar. Tentar e errar faz parte do processo criativo.

    O que acontece é que muitas vezes pelo receio do fracasso, nós adultos, acabamos não insistindo diante uma falha, ou pior, às vezes nem tentamos.

    Só que cada vez que temos um resultado malsucedido, mais enriquecemos nossa percepção pois estabelecemos mais ligações de causa e efeito e mais identificação de correlações. Thomas Edison dizia: “Eu não fracassei, apenas encontrei 10.000 maneiras que não funcionaram”.

    Alguns obstáculos para a criatividade:

    • No ambiente competitivo e aceleradíssimo em que vivemos hoje, temos a tendência de ficar no piloto automático para decidir, quase tudo, de forma mais rápida;
    • Dificuldade em lidar com a frustração de errar antes de acertar;
    • Sair da zona de conforto se está tudo bem com meu trabalho. O ser humano tem a tendência de poupar toda e qualquer energia para se preservar.
    • Somos educados para não sermos criativos, ao longo de nossa vida, nos diversos ambientes ao nosso redor, nos deparamos com muitos bloqueios mentais que podem inibir a nossa criatividade: família, escola, empresas, etc

    A boa notícia é que da mesma forma que fomos educados para não sermos criativos, podemos nos propiciar um caminho inverso. Para isso é importante que nos desafiemos continuamente e estejamos preparado para quebrar alguns paradigmas (e eventualmente a cara)…

    De acordo com o professor da Richard Florida, da Universidade de Carnegie Mellon, em Pittsburg na época atual a capacidade de realizar as tarefas corretamentes não é mais a mercadoria que os empregados vendem às empresas. Na era criativa, diz Florida, as pessoas vendem, acima de tudo, sua capacidade de pensar.

    Então, vamos para a prática.

    Como posso desenvolver mais a criatividade em meu dia a dia?

    • Seja curioso: evite reproduzir tarefas mecânicamente, isto faz parte dos papéis e responsabilidades de uma máquina. Busque as causas, os porquês, as implicações.
    • Dedique-se a algo para o qual não foi treinado. Fale com pessoas que não pertençam a seu círculo profissional para abrir seu angulo de visão. Identifique uma habilidade extra-profissional que ajudará muito a interpretar as oportunidades de maneira diferente.
    • Questione. Não existe inovação sem as perguntas: Por que ? Por que não ? E se ?. Peter Drucker já dizia que o importante não é ter as respostas certas mas saber fazer as perguntas corretas.
    • Bom humor ajuda a olhar os problemas de maneira diferente
    • Seja ousado. Pense naquilo que deve ser feito para satisfazer as causas dos problemas e não no que é permitido ser feito. As conciliações, adaptações e concessões fazem parte de uma segunda etapa.
    • Invista em ter idéias: associe, combine, modifique, adapte, aumente, diminua, substitua, reorganize, inverta as idéias que você têm. As combinações são infinitas. Steve Jobs costuma falar “Criatividade é conectar as coisas”
    • Faça outra coisa quando as idéias de esgotarem. Um café, uma caminhada, um banho relaxante favorecem a mudança de foco, a busca de outra perspectiva.
    • Nunca se contente com a primeira idéia que lhe ocorrer. Busque outras, outras e muitas outras e escolha a melhor.
    • Estimule seu cérebro também nas horas de lazer. Leia bastante, frequente cinema, teatro, exposições, toque um instrumento musical, viaje para conhecer outras culturas e tenha um hobby que exige atenção constante (esporte radical, jogos de computador, etc…).

    Lembre-se, o núcleo do processo de aprendizado é a transformação de ações inefetivas em ações efetivas. Para isso é preciso encarar de frente uma situação insatisfatória presente para transformá-la em uma oportunidade de desenvolvimento e AGIR para transformá-la em satisfatória. Este é o circulo virtuoso que me trará mais tranquilidade, confiança e CRIATIVIDADE!

    E você o que fará para aumentar sua criatividade no dia a dia?

    Um abraço e conte com meu apoio !

    Para saber mais:

    A autora convidada da série de artigos sobre Competências, Patrícia Wolff, atua como coach executivo e de equipe, conferencista em Desenvolvimento Humano e é diretora da Quantas Consulting.
     

    Coisas que você pode fazer a partir daqui:

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