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via Luis Nassif de luisnassif em 28/02/10
Por Lima
Competitivos ou cooperativos. O que é melhor para o progresso?
Mais competidores, menos competição
Quanto maior o número de concorrentes, menores as médias de notas. Isso é o que diz uma série de descobertas feitas por pesquisadores da Universidade de Haifa, Israel, em um estudo conjunto com a Universidade do Michigan, EUA. “Já sabíamos que diversos fatores subjetivos influenciam nossa motivação para competir. Nosso estudo mostra que fatores objetivos, como o tamanho do grupo competindo, também influencia nessa motivação”, explica Avishalon Tor, um dos autores da pesquisa.
Os estudos feitos por Tor e Stephen Garcia foram desenvolvidos para observar se um número grande de participantes em uma competição influenciava a motivação e o desempenho individual dos competidores.
Em uma primeira fase, com grupos pequenos em vários locais diferentes, os pesquisadores observaram a média de notas de participantes em uma prova de admissão para faculdade (algo similar ao vestibular no Brasil). Quanto menores os grupos, maiores as médias das notas. Nas fases posteriores, outro tipo de teste (uma prova de reflexão cognitiva) foi usado e confirmaram-se os dados da fase anterior, comprovando a tese inicial dos pesquisadores.
Finalmente, um terceiro estudo dividiu grupos de 10 e 100 alunos, que realizaram uma série de testes com tempo cronometrado. Além disso, eles eram induzidos a completarem ao menos 20% das provas (a realização dessa porcentagem envolvia ganhos monetários), para medir a eficiência de seus desempenhos.
Os grupos menores, com dez pessoas, apesar de não mostrarem diferenças significantes na pontuação, se mostraram muito mais rápidos em responder as questões. Experimentos adicionais observaram também como os competidores avaliavam suas chances de serem mais bem classificados nos testes. O estudo mostrou que a motivação competitiva e o nível de desempenho eram influenciados pelo que os pesquisadores chamaram “autocomparação social” – processo em que a pessoa faz uma avaliação pessoal em comparação às pessoas ao seu redor. Esse processo de autocomparação era acentuado pelo menor número de competidores, motivando os participantes a tentar se sobressair.
“Os resultados do estudo têm relevância em quase todas as situações cotidianas. O número de alunos em uma classe pode influenciar na motivação dos estudantes em competir de forma mais efetiva e levar a médias de notas maiores. Isso também pode ser visto nas relações de trabalho: vendedores trabalhando em espaços muito abertos com muita gente ao redor podem ter um pior desempenho do que aqueles que trabalham em grupos menores e isolados”, concluem os pesquisadores.
com informações da University of Haifa
http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/02/28/mais-competidores-menos-competicao/

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via Luis Nassif de luisnassif em 26/02/10
Por Rita
“Bola pra frente, que a luta continua !””
Uma singela homenagem aos fantasticos “Doutores da
Alegria”.Anjos.
rcvancini@uol.com.br
Rita
0http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/wp-admin/edit-comments.php?comment_status=moderated&p=49675

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via Link Estadão - Cultura Digital de Rafael Cabral em 25/02/10
“Colaborar ou evaporar”. Foi assim que Gerd Leonhard, um autodenominado “mídia futurista”, resumiu o dilema da indústria do entretenimento frente às novas tecnologias e à pirataria, assunto que já abordou em seus livros The Future of Music e Music 2.0 (ambos inéditos por aqui). Consultor de empresas como Nokia e BBC, o alemão foi o entrevistado do programa Roda Viva, gravado nesta quarta-feira na TV Cultura, e falou sobre a sua visão do futuro de jornais, música, cinema e direitos autorais.
“A informação é o óleo do futuro. E o consumidor é o dono do óleo”, diz Gerd. O pesquisador acredita que, nos próximos anos, o poder cada vez mais sairá das das mãos de grandes companhias e passará para o usuário: ganha a marca que desenvolver a melhor relação com seus clientes e souber se comunicar com eles, na mídia que for. “Antes, não tínhamos escolha e consumíamos quase tudo que a publicidade nos mandava consumir. Com a internet, isso mudou. Não aceitamos alguém gritando e nos dizendo o que fazer”.
Um dos mais importantes pensadores da era digital, Gerd não é tão apocalíptico quanto a maioria deles. O alemão aposta em uma recuperação das empresas jornalísticas (”precisamos de conteúdo novo e de curadores”) e, longe de achar que a web será o nosso único hub de entretenimento, prevê o aumento das filas nas salas de cinema (”nossa vida é cada vez mais digital, por isso as cerimônias presenciais ganham força”). Além disso, assinalou a importância do copyright: “É uma medida crucial de remuneração de autores, só precisa se balancear e se adaptar à web. A pirataria surge justamente pela falta de bons modelos de negócio adaptados à internet”.
Já quando foi questionado pelo apresentador Heródoto Barbeiro sobre a disputa entre a distribuição digital e as mídias físicas, Leonhard não titubeou e perguntou, cínico: “O que é um DVD?”.
A entrevista completa você confere às 22 horas da próxima segunda-feira, na TV Cultura.
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central de ajuda | opções de e-mail | denunciar spam leoarteiro compartilhou um vídeo com você no YouTube:
E onde estão os novos modelos de negócio???Quais são as soluções para o mercado fonográfico e os caminhos para os artistas independentes? Este debate tratará de questões que envolvem direitos autorais, compartilhamento e música livre.Participantes: Sonekka (Clube Caiubi de Compositores), Musica pra Baixar, Luiz Filipe Gama (Cooperativa de Musica de São Paulo), Juca Novaes (Abramus), Kid Vinil, Coletivo Digital, Ricardo Severo (Partido Pirata), Oona Castro (Instituto Overmundo)Moderador: Elder Braga (Clube Caiubi de Compositores)© 2010 YouTube, LLC
901 Cherry Ave, San Bruno, CA 94066 -
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via Link Estadão - Cultura Digital de Tatiana de Mello Dias em 11/02/10
Depois da pirataria e da apologia à distribuição livre de conteúdo, o co-fundador do The Pirate Bay, Peter Sunde, investe agora em um projeto para remunerar os produtores e artistas que jogam filmes e músicas na rede.
A novidade foi lançada hoje: é o Flattr,uma iniciativa que promete “revolucionar a maneira como as pessoas pagam e são pagas pelo conteúdo na internet”.
O Flattr funciona assim: os criadores sobem o conteúdo no site e os usuários pagam uma quantia fixa por mês para ter acesso aos arquivos. Os criadores são remunerados através dos cliques que receberam. A mensalidade paga é dividida entre os autores do conteúdo baixado.
Esse vídeo explica melhor:
O serviço, por enquanto, é restrito a convidados – mas é possível pedir um convite no site: http://flattr.com/beta
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Estamos discutindo modelos de negócio para produções audiovisuais coletivas, se enteressou é só entrar:
https://wave.google.com/wave/#restored:wave:googlewave.com!w%252BvuDFmlepG
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via Frederator Blogs Master Site Feed de eric em 10/02/10
Writer: Craig “Sven” Gordon
Producer: Calvin Florian
Designer: Candice House
Edit: Mike Voulgaris
Audio: Jimmy Guthrie
VO for “People Time” Spots: Pendleton Ward as Lumpy Space Princess
Ice King: Chris Moss– Eric
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via Saia do Lugar de millor em 10/02/10
Algo me diz que muitas pessoas passam por isso na hora de empreender…
Obs.: Vimos essa tirinha no Twitter do nosso amigo Marcos Rezende que passou o link do blog Ryot IRAS
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Veja também:
- 7 bons motivos para aumentar sua rede de contatos
- Entrevista: Gustavo Caeatano sobre a experiência de empreender no Brasil
- A jornada para o sucesso
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via Boing Boing de Xeni Jardin em 09/02/10
The official Muppets Studio channel on YouTube just keeps getting better and better. First "Bohemian Rhapsody," now this: Beaker performing the Kansas prog-rock classic "Dust in the Wind," and being pelted by caustic overlay annotations from anonymous strangers. Video Link: Beaker's Ballad.(via Laughing Squid)
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via Drawn! The Illustration and Cartooning Blog de John Martz em 09/02/10
Enjoy the latest music video from Webuyyourkids. It’s for Paul Dempsey’s song, Bats.
Posted by John Martz on Drawn! The Illustration and Cartooning Blog | Permalink | No comments
Tags: Animation, music video, video, Webuyyourkids
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via Webinsider de Héber Sales em 08/02/10
com Tarcízio Silva
______________Uma universidade abrindo o conteúdo dos seus cursos para acesso público gratuito? Pode parece loucura para muitos, mas tudo indica que há um bom negócio aí.
Os professores seriam orientados a transformar suas disciplinas em redes dentro da rede da instituição – pode ser feito no Ning, por exemplo.
Cada uma dessas redes funcionaria como verdadeiros espaços coletivos de aprendizado. Neles, docentes e alunos iriam documentando seus estudos, postando slides, vídeos, textos e links. Além de discutir a matéria continuamente através de fóruns virtuais.
Os internautas poderiam acessar todo esse conteúdo livremente. O Google e outros mecanismos de busca apontariam para os endereços das redes de aprendizado toda vez que alguém pesquisasse por assuntos pertinentes.
E o que a universidade ganharia com isso?
Primeiro, burburinho. Uma iniciativa assim seria notícia na imprensa e poderia gerar muito boca-a-boca desde que fosse feito um bom trabalho de relações públicas e de marketing viral.
A instituição aumentaria a visibilidade e a consciência de sua marca a um custo relativamente baixo.
A sua imagem logo seria associada a significados muito valorizados hoje em dia pelo mercado: responsabilidade social, modernidade, alta tecnologia, colaboração, comunidade.
Com aulas bem preparadas, professores competentes na comunicação e hábeis no uso das ferramentas de edição e publicação na web, uma universidade assim poderia captar muitas matrículas, além de fidelizar os seus alunos.
A produção acadêmica – textual ou audiovisual – que estaria disponível de forma livre também seria mais referenciada por pesquisadores de outras universidades, gerando maior valor e reconhecimento da universidade aberta em instituições e organizações acadêmicas.
De fato, os estudantes teriam muito a ganhar, convertendo-se facilmente em embaixadores da marca.
Eles poderiam acompanhar o curso a distância, estudar continuamente via internet, aumentar sua rede de contatos profissionais, valorizar sua imagem profissional pela participação em uma iniciativa inovadora, ter uma presença profissional mais forte na web etc.
Para os professores, seria uma tremenda oportunidade de marketing, uma vez que, através das redes-portfolio, eles estariam divulgando o seu trabalho, oferecendo palestras e consultoria, enriquecendo sua agenda profissional.
Notem, o burburinho gerado pelo pioneirismo da universidade aberta poderia atrair muito tráfego para seus sites e bons negócios para todos os outros envolvidos também: a instituição de ensino, os estudantes e a sociedade conectada.
Utopias à parte, as tecnologias da informação e comunicação inseriram ou otimizaram diversos fatores que podem gerar equidade de poderes e colaboração entre organizações e pessoas.Com um pouco de boa vontade e engajamento, projetos como o da universidade aberta podem gerar valores físicos e simbólicos para todos os atores envolvidos. Não há um perdedor, apenas muitos ganhadores.
Todas as pessoas tem algo a compartilhar e algo a ganhar com projetos colaborativos. Utilizando o termo estrangeiro, é um “win-win game”.
Um bom exemplo disso é a CampiDigital – Rede de Aprendizado em Comunicação Digital, um projeto das agências PaperCliQ e Quanta, que se destacam por reunir em sua equipe profissionais com intensa vivência acadêmica e grande idealismo social.
O que a CampiDigital pretende fazer é algo muito próximo da universidade aberta apresentada nos parágrafos anteriores.
A rede quer construir saberes sobre comunicação digital de modo coletivo, tanto online quanto presencialmente, por meio do compartilhamento, do debate e da distribuição dos conhecimentos de cada um dos seus membros.
No processo, seus facilitadores atuarão com o único objetivo de ajudar os indivíduos a serem valiosos agentes de inteligência coletiva ao invés de meros repositórios de informações datadas.
A experiência merece ser compartilhada. Trabalhemos para que ela nos ajude a desenvolver melhores práticas de aprendizado, que realizem plenamente todas as promessas de uma sociedade baseada no conhecimento livre. [Webinsider]
…………………………
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This TED Talk has been recommended to you by leoarteiro@gmail.com from TED.com.
Note from sender:
choque cultural, tá ai uma boa coisa pra se pensar -
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via Revista OffLine de admin em 25/01/10
Para o cientista Henry Markram, a velocidade dos computadores modernos e a promissora computação quântica serão suficientes para criar, dentro de uma década, um cérebro artificial
Por André Gravatá
andre@offline.com.brUm ser humano não se resume a um corpinho bonito, afinal, também somos donos de uma massa cinzenta muito complexa. Com cerca de 100 bilhões de neurônios, cerebelo, hipotálamo, entre outras partes, o cérebro é o órgão mais complicado de entender.
Replicá-lo é tarefa dificil. Entretanto, para o pesquisador Henry Markram, diretor do Blue Brain Project (lançado em 2005, esse projeto almeja empreender uma engenharia reversa do cérebro de um mamífero) e do Center for Neuroscience & Technology, além de co-diretor do EPFL’s Brain Mind Institute, a única limitação que ainda impede o desenvolvimento de um cérebro artificial é o dinheiro.
Numa recente conferência proferida em Oxford, ele comentou que se estima em dois bilhões o número de pessoas com o cérebro afetado de alguma forma. E aí entrará o cérebro artificial, espécie de modelo para testes de drogas que também facilitará grandemente o entendimento de como funciona o próprio cérebro.
Ele diz que não é preciso temer a existência de um cérebro artificial. Descartando a hipótese de que alguém queira dominar o mundo com essa descoberta, sua massa cinzenta gostará de ler a entrevista abaixo.
O cérebro artificial realmente existirá em apenas 10 anos?
Isso é possível a partir de uma perspectiva técnica e biológica. Primeiro, claro que biologicamente o cérebro é um órgão muito complexo, mas não é impossível reverter a engenharia de seus componentes, descrever matematicamente cada um deles e, em seguida programá-lo em um software. O cérebro é feito de muitos – mas ainda assim um número finito de – genes, proteínas, substâncias orgânicas, sinapses, neurônios, circuitos, áreas do cérebro, regiões do cérebro. Os métodos científicos para mapear a estrutura e função dos tecidos biológicos estão passando por uma revolução industrial. Os robôs são capazes de realizar experimentos de 10 a 1000 vezes mais rápido do que os seres humanos, então nós realmente não temos um limite para a quantidade de dados que podemos reunir sobre os componentes do cérebro e suas funções individuais.
É preciso mapear neurônio a neurônio?
Também não necessitamos mapear cada neurônio no cérebro de cada animal. Nós apenas precisamos das regras para os fazer. Por exemplo, se você estudou 100 pinheiros em uma floresta, pode desenvolver um modelo de computador para construir árvores de pinheiros e fazer cada uma diferente da outra, mas todas elas são pinheiros e obedecerão as regras de pinheiros. Se você fizer isso para uma floresta, pode construir um modelo dela. Nós não precisamos mapear todas as partes do cérebro de todos os animais, pois nós construímos modelos de um animal que são usados como quadro para outro animal, então nós podemos usar as regras que os tornam diferentes para criar modelos de diferentes cérebros animais.
É como deduzir regras evolutivas de como mudam os genes, proteínas, sinapses, neurônios, circuitos e todo o cérebro. Você também não precisa fazer engenharia reversa de tudo em cada estágio de desenvolvimento, porque quando você mapeou características-chave do desenvolvimento, você pode trabalhar fora das regras para construir o cérebro em qualquer idade. No momento em que chegar o modelo do cérebro humano, vamos também compreender como ele evoluiu para se tornar humano e como ele se desenvolve durante um ciclo de vida. Então nós também entenderemos que mudanças são necessárias para produzir as capacidades humanas como a linguagem, emoções, etc.
Sobre a perspectiva técnica, o que o senhor tem a dizer?
No século 20, vimos a velocidade dos computadores crescendo a partir do nada para 1015 cálculos por segundo (bilhões de cálculos por segundo). Em 2020, chegará a 1020 FLOPS [Floating point Operations Per Second, o mesmo que operações de ponto flutuante por segundo, índice usado para medir o desempenho dos computadores no tocante a cálculos científicos], e em 2040 a 1040 FLOPS (ou seja, 1 com 40 zeros atrás). Veremos também a computação quântica, que poderá resolver instantaneamente problemas potencialmente muito complexos. Isso é suficiente para simular processos biológicos como os do cérebro.
Em relação as estruturas cerebrais, o que, por exemplo, ainda te intriga?
Há um processo biológico hoje sem solução para o qual não é fácil fazer um algoritmo matemático: Uma proteína é feita como um espaguete e, quando sua produção é concluída, ela rapidamente se dobra em uma específica estrutura em 3D. Nós não temos um processo matemático de dobrar proteínas rápido o suficiente. Mas também há maneiras de contornar este problema até que fique resolvido. Há muitos outros processos complexos que ainda não têm descrições matemáticas complexas, mas temos boas descrições que estão melhorando rapidamente.
Você acha que as pessoas estão prontas para as inovações que virão em breve?
Em alguns aspectos sim, em outros não. Estamos preparados no sentido de que todos nós sabemos que é preciso resolver o grande número de transtornos mentais que hoje atingem mais de 2 bilhões de pessoas. Não existe nenhum medicamento hoje em dia que alguém realmente entenda como age no cérebro, mas já os tomamos e experimentamos, porque nós e os médicos devemos fazer algo, certo? A ciência tem acumulado bilhões de pequenos fragmentos de fatos e de pequenos pedaços de conhecimento. Um modelo do cérebro traz todos esses pequenos pedaços juntos. Todas as doenças cerebrais envolvem muitas das peças e afetam a maior parte do cérebro. Então nunca iremos compreender doenças cerebrais se não juntarmos essas peças num modelo onde seja possível explorar a forma como elas trabalham em conjunto, testar as teorias de doenças e experimentar o efeitos das drogas sobre o modelo (e não em pessoas).
As pessoas podem não estar prontas para o que significará nas suas vidas quando todos entenderem melhor como o cérebro constrói o seu mundo ao seu redor. Elas não estão prontas para ver o mundo coletivo/objetivo que nós construímos e vivemos. Não acredito que ninguém deve ficar com medo de que teremos modelos do cérebro. Estes viverão em supercomputadores enormes e estarão disponíveis para fins educativos e de diagnóstico, bem como num aparelho de ressonância magnética no hospital. É apenas mais uma ferramenta para nos ajudar a viver uma vida melhor. Mesmo que parte do conhecimento seja usada para construir robôs sofisticados, eles vão ser feitos apenas de parâmetros matemáticos que nós programarmos – parâmetros que podem ser mudados a qualquer momento.
Qual é o seu maior desafio hoje?
Construindo modelos de cérebro (e corpo) é inevitável ter desafios. Alguns acham que vai demorar mil anos. Não precisa de tanto. O único fator limitante para poder alcançar um modelo do cérebro humano em 10 anos é a financeira. É muito caro obter todos os dados e supercomputadores que precisamos.

Qual o seu maior medo em relação ao futuro?
Meu medo é que destruamos uns aos outros e ao mundo em que vivemos antes de compreender a realidade que nós criamos como humanos. Temos de entender como o cérebro cria a realidade para compreender a realidade em que vivemos. Acredito que, quando as pessoas verem isso, todos os conflitos se resolverão.
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Tem videos, making of, lojinha etc. uma boa maneira de se divulgar uma animação.
Passa lá: http://www.codehunters.tv
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via Boing Boing de Xeni Jardin em 06/02/10
Mark usually has Boing Boing's ukelele beat covered, and Lisa's our go-to Japan expert. But neither of those guys are blogging today, so here goes. U900, "Diamond Head" Japanese Ukulele Duo! Features a crocheted bear and a bunny on a beach, and is the very definition of kawaii. They has a myspace, too. (thanks, Susannah Breslin!)Update: Mark previously blogged an earlier video from these cuties, "Walk, Don't Run."
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Obrigado velho cagado!via Revista Quase de Revista Quase em 06/02/10
Por Boris Orloff, crítico de documentários etnográficos xenófobos, repórter radiofônico mudo e ex-pirata caolho.
Quem pôde ver Os Abraços Partidos, filme de Pedro Almodóvar que peca pela falta de viadagem, vai se identificador muito com esse verdadeiro lutador: Adegard Barbosa, o documentarista do caos, o sonhador da realidade, o olho da justiça social. No filme de Almodóvar um cineasta cego remonta brilhantemente sua última obra enquanto relembra os últimos anos de visão – e principalmente dos peitinhos da Penélope Cruz. A grande diferença aqui é que Adegard não só monta seus documentários sem enxergar, como também escreve, produz, dirige e grava. Uma verdadeira lição de pró-atividade e acúmulo de salários.
Adegard, amigo íntimo de outros cegos famosos como Steve Wonder, Alexandre Pires e Mr. Magoo, nunca superou sua maior deficiência, a vontade de fazer documentários. Desacreditado, viveu anos produzindo suas obras sem qualquer tipo de incentivo cultural (fora a entrada gratuita em transporte público), tendo que usar recursos próprios para realizar suas denúncias audiovisuais. Jogado na lama e abandonado à própria sorte (até mesmo por Glauber, seu labrador vesgo), ele desapareceu da vida pública, ressurgindo apenas anos mais tarde quando tentava escapar do exílio no playground da pracinha – atitude que comprova a impossibilidade de deter seu gênio.Suas imagens realmente são incisivas e desorientadoras, descobri isso quando vomitei sobre minha quarta ex-esposa no cinema, uma sensação extrema e angustiante induzida pela poética visual de suas narrativas e por minha labirintite. Não é por menos que a Lei Velho Cagado de Incentivo à Cultura tenha resgatado um artista dessa envergadura, um batalhador que não pode ser impedido por qualquer barreira, mesmo que seja a fronteira entre o desespero e a beirada da calçada. Como bem sabemos os verdadeiros talentos são assim mesmo: não precisam ver o que fazem para fazer arte.
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É, aos poucos as pessoas vão percebendo que estar conectado em rede não é ter o twitter do outro e sim ter um relacionamento entre pessoas através da rede, muitas palestras da Campus Party relatam o fato, segue ai um artigo que relata essas coisas.
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via Mídia Social | Mídia Boom l Mídia Social e Adjacentes! de Chico Montenegro em 01/02/10
Empresas e profissionais que desejam construir uma excelente rede de relacionamentos, precisam se atualizar. O mundo atual, cobra um preço bastante alto, daqueles que ainda não se adaptaram às inovações tecnológicas. Estar presente, em ambientes virtuais como o Twitter, virou quase obrigação. Até parece que voltamos no tempo, quando, ainda pré-adolescentes, ouvíamos os amigos da escola ou do bairro perguntarem, se ainda não tínhamos comprado o tênis ou a calça da moda. Hoje, somos medidos pelas redes sociais que frequentamos. Mas a verdade é que, estar presente no mundo virtual, tem seus benefícios, e posso afirma que são muitos!
Para os que sonham com uma rede de negócios ampla, bem horizontalizada e com membros influentes, desenvolver relacionamentos é fundamental. Não importa se isso acontece pela internet, celular ou tête-à-tête, o que interessa de fato, é o seu desempenho nesta atividade. Construir e desenvolver redes de relacionamento produtivas, é tarefa para profissionais, pessoas que realmente se dedicam ao ato de construir amizades, seja no âmbito corporativo ou não, afinal, todos nós trabalhamos com alguma coisa, e certamente um dia, indicaremos ou precisaremos dos produtos ou serviços de outros.
Se analisarmos bem. Qual a diferença entre todas estas ferramentas de mídia social que surgiram nos últimos tempos? Para mim, somente as formas como elas são acessadas! Só isso! Pois o D.N.A de todas elas chama-se R-E-L-A-C-I-O-N-A-M-E-N-T-O. Nós, seres humanos, temos uma necessidade altíssima de manter contato, conversar, trocar experiências, estar perto de outras pessoas, nem que seja, para apenas ver o que elas estão fazendo, gente gosta de gente! Somos seres sociais, extremamente interligados, e precisamos sempre, saber o que acontece com o outro, seja ele de outro bairro, estado ou país.
É exatamente isso que se esconde debaixo de todas estas novas formas de comunicação, precisamos aprender a utilizar tais ferramentas em nosso favor, não importa à qual você pertence, Orkut, Facebook, Flickr, MySpace, Youtube, Linkedin, você precisa ser um bom gestor destes espaços, um gestor de relacionamentos.
Segundo a revista Veja, nenhum outro país do mundo, possui tantos adeptos de redes sociais como o Brasil, ultrapassando a casa dos 29 milhões de usuários. O Twitter, também não foge a regra, e muitos apostavam que ele não iria deslanchar, mas dia-a-dia, milhares de pessoas no mundo, encontram uma nova função para ele, e ainda criam programas e funcionalidades para maximizar o desempenho desta ferramenta. Para termos uma idéia, o número de pessoas cadastradas no Twitter em 2008, teve um crescimento de 900%, e atualmente já passam de 55 milhões. Mas o que importa nisso tudo, é aprender como utilizar estas ferramentas em nosso favor, e de que forma, vamos aumentar e qualificar nosso Networking.
Informações aparentemente irrelevantes nas redes sociais, revelam o perfil consumidor de milhares de clientes, minuto a minuto, e isso vale ouro para empresas que desejam melhor posicionamento no mercado e preocupam-se com seu branding. Podemos assim, perceber o poder que estas redes sociais terão em poucos anos, quando estivermos falando não mais de Web 2.0, mas sim de versões 3.0 ou 4.0, que priorizarão o cruzamento destas informações. Uma inteligência coletiva, que traçará um perfil macro deste consumidor do futuro, que terá suas opiniões e hábitos de consumo mapeados detalhadamente, desde de o que você lê, escuta e assiste, até ao que você come, bebe, veste e pratica, enfim, você será a moeda do futuro! E neste novo mercado, um Networking bem estruturado e administrado será essencial para o sucesso!
Hoje, a grande parte daqueles que utilizam o Twitter, gera e consome conteúdo, seja ele pessoal, jornalístico ou de negócios, e as pessoas deixam ali, sem perceber, seus hábitos, seus costumes, um pequeno diário de seus cotidianos. Surge um novo mundo, comandado pelas mídias sociais, no qual a informação sai do formato, um para muitos, e transforma-se em um grande fenômeno de descentralização. Gerando assim, conteúdo de muitos para muitos!
No caso específico do badalado Twitter, as finalidades são muitas, e a cada dia, surge um novo Gadget, uma nova função, que pode maximizar relacionamentos e principalmente os negócios. Por exemplo, tenho muitos seguidores que me enviam de tudo, profissionais contando fatos corriqueiros do seu cotidiano, pedidos de emprego, perguntas sobre o mundo dos negócios, agências de notícias que em tempo real revolucionam o jornalismo moderno, e empresas vendendo seus produtos e serviços. Mas o que realmente acho incrível, são aqueles que já descobriram no Twitter, além de uma excelente ferramenta de vendas, um fantástico e primoroso construtor de redes de relacionamento, que bem cuidado, pode maximizar seu Networking e render muitos novos contatos e negócios.
Twittar é uma tarefa extremamente importante quando nosso objetivo é ser visto! E além de divulgar nossa imagem e ou produto, receber em tempo real, o feedback do consumidor, que pode expressar-se por um canal direto. E é esta atenção e velocidade que cativa, mas para que o “encanto” não se quebre, é preciso estar de olhos abertos, e atento às necessidades, respondendo dúvidas e reclamações de maneira rápida, cordial e profissional.
Costumo usar o Twitter para divulgar negócios e lançamentos de minhas empresas, notícias que acho pertinentes aos meus seguidores, artigos que escrevo, e também, como um forte canal direto de relacionamento. E já conheço um bom número de empresários, que abriram seus olhos para esta nova ferramenta, e utilizam o miniblog para conversar com seus consumidores, lançar promoções e vender produtos variados, que vão de canetas e celulares, até lanchas, casas, carros e aviões.
É disso que estou falando, mobilidade aliada a habilidade para gerar negócios e para construir relacionamentos! Por isso, precisamos realmente aprender como e quando fazer uso destas inovações, os horizontes são imensos, posso até dizer, sem limites! Pois esta cascata tecnológica que cai sobre nós, gera mais inovações em cadeia, e este avanço, está nos levando para um novo e diferenciado modelo de relacionamento, no qual, os negócios acontecerão sem limites físicos. Mas não devemos esquecer, gente é gente! Gostamos de nos relacionar, conversar, ter atenção, conhecer pessoas e culturas diferentes, e Networking se desenvolve assim, dizendo pra todos o que você faz, batendo papo, sendo visto, e principalmente, sendo lembrado!
Se você ainda não faz uso das mídias sociais, faça uma experiência, é de graça! Crie perfis específicos para os tipos de relacionamento que deseja ter, pessoais ou corporativos. Tenha cuidado ao misturar vida pessoal e trabalho! Seja extremamente cordial, sério e profissional. Esta política é observada e respeitada por aqueles que participam de tais mídias, e você logo perceberá, que os resultados começarão a surgir, e poderá então, reconhecer de imediato, aquilo que não funciona e o que funciona de fato no seu caso. Lembre-se que você não precisa participar de todas as redes sociais existentes, e com o tempo e experiência, naturalmente utilizará mais, aquelas que melhor se adaptam ao seu perfil, e que lhe trazem maior número de feedbacks.
Para encerrar, eu não poderia terminar este artigo, sem convidar a todos para um bate-papo no Twitter, estou à disposição daqueles que desejam conversar um pouco mais a respeito de Networking, esta nobre arte de construir relacionamentos, e também, aberto a oportunidades e a realização de bons negócios!
Artigo por: Fabio Azevedo
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Halo Legends & Appleseed: Ex Machina producer Joseph Chou has told Anime News Network that development of the proposed American live action Evangelion motion picture is still “very active.” Chou explained that due to the crash of the American anime distribution industry, AD Vision CEO John Ledford was forced to sideline work on the project, [...]
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Pra quem não reconheceu (dúvido) é a voz do Kiko do Chaves
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em inglês, mas dá pra aprender muita coisa
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via Drawn! The Illustration and Cartooning Blog de John Martz em 03/02/10
In these videos, Gabe Swarr shows how he creates his webcomic Big Pants Mouse using, first, Photoshop for his roughs, and then Flash for his final artwork. Note how Gabe pulls parts of his characters, pre-drawn, from a library of stock parts, but also mentions how he does this only when appropriate, and still draws poses from scratch when stock pieces don’t exist.
(via Cartoon Brew)
Posted by John Martz on Drawn! The Illustration and Cartooning Blog | Permalink | 5 comments
Tags: artcast, Comics, flash, Gabe Swarr, How-To, process, video, Webcomics
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via Dotaku - O Diário do Otaku de Kendier em 04/02/10
Com toda essa onda retrô (Street Fighter, Mario Bros. e Megaman), foi anunciado o 4º jogo da série depois de 16 anos. Sonic The Hedgehog 4: Episode 1 (conhecido como Project Needlemouse durante seu desenvolvimento) dará continuidade à trilogia que marcou a infância de muitos dos leitores daqui do Dotaku (inclusive a minha!). No jogo será possível jogar apenas com o porco-espinho/ouriço (o personagem é uma mistura desses dois animais) e terá a plataforma 2D com gráficos 3D (como pode ser visto na imagem abaixo), tendo claramente o objetivo de unir o público mais velho e mais novo.
O game será lançado em formato digital, ou seja, será vendido nas redes PlayStation Network, Wiiware e Xbox Live disponíveis nos consoles Playstation 3, Nintendo Wii e Xbox 360 respectivamente. O lançamento será durante o verão americano.
Deleitem-se com o trailer do novo game:
Site Oficial: http://www.sonicthehedgehog4.com/
Obs.: Preciso comprar um Wii para ontem... Tenho que jogar esse novo Sonic além do novo Megaman... T_T
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Inscrever-se no Depósito do Calvin usando o Google Readervia Depósito do Calvin de noreply@blogger.com (Sisto Sexto) em 03/02/10Não é novidade que Bill Watterson é um cara recluso, averso a entrevistas. Desde que a tirinha acabou em 31 de dezembro de 1995, dá pra contar nos dedos as entrevistas que ele deu, sendo a última dada em 2005, quando respondeu algumas perguntas de fãs. Felizmente, o repórter John Campanelli do jornal Cleveland Plain Dealer conseguiu uma entrevista via e-mail com ele, e é esta que você pode conferir na íntegra abaixo.
Repórter: Com quase 15 anos de separação e reflexão o que você acha que “Calvin & Haroldo” têm que foram além de apenas capturar a atenção dos leitores, mas sim, conquistaram o coração deles?
Watterson: A única parte que eu entendo é o que entrou na tirinha. O que os leitores tiram dela cabe a eles. Uma vez que a tirinha é publicada, os leitores transportam suas próprias experiências pra ela, e o trabalho cria vida própria. Cada um responde de maneira diferente à diferentes partes.
Eu apenas tentei escrever honestamente, e eu apenas tentei tornar esse mundinho divertido para eles verem, então as pessoas poderiam arranjar um tempo para lê-lo. A minha preocupação era essa. Você mistura um monte de ingredientes, e de vez em quando a química acontece. Eu não sei explicar porque a tira deu tão certo, e não acredito que conseguiria fazer de novo. Um monte de coisas tem que dar certo ao mesmo tempo.
Repórter: O que você acha do legado da sua tirinha?
Watterson: Bem, não é um assunto que me mantém acordado à noite. Os leitores sempre decidirão se um trabalho é expressivo e relevante pra eles, e eu consigo viver com qualquer que seja a conclusão que eles tirem. Mais uma vez, minha parte praticamente acaba quando a tinta seca.
Repórter: Leitores se afeiçoam aos seus personagens, então é compreensível o luto em que ficaram – e que ainda estão – quando a tirinha acabou. O que você gostaria de dizer a eles?
Watterson: Isto não é tão difícil de entender como as pessoas julgam. Ao final de 10 anos, eu disse praticamente tudo o que eu tinha para dizer.
Sempre é melhor deixar a festa mais cedo. Se eu tivesse ido junto com a popularidade das tiras e me repetir por mais cinco, 10 ou 20 anos, o povo que agora está de "luto" para "Calvin e Haroldo" estaria me desejando a morte e aos malditos jornais repetindo tirinhas antigas como a minha ao invés de mostrar novos e melhores talentos. E eu teria que concordar com eles.
Acho que um das razões de “Calvin & Haroldo” ainda ter audiência é por não ter seguido com eles até se esgotarem.
Eu nunca lamentei ter parado quando parei.
Repórter: Por seu trabalho ter tocado tanta gente, os fãs sentem uma conexão com você, ele querem saber mais sobre você. Eles querem mais trabalhos seu, mais Calvin, outra tira, qualquer coisa. É como uma relação entre estrela do rock e fã. Devido a sua aversão a atenção, como você lida com isso hoje em dia? E como você lida com isso sabendo que vai te acompanhar pelo resto da vida?
Watterson: Ah! A vida de um cartunista de jornal – como sinto falta das fãs, das drogas e dos quartos de hotel imundos!
Mas, depois dos meus dias de “estrela do rock”, a atenção do público diminuiu bastante. Em tempos de Cultura Pop os anos 90 foi há séculos atrás. Há ocasionais momentos de estranheza, mas na maior parte do tempo eu apenas sigo minha vida calma e tento fazer o melhor para ignorar o resto. Tenho orgulho da tira, sou imensamente grato pelo sucesso, e me sinto verdadeiramente lisonjeado pelas pessoas ainda a lerem, mas eu escrevi “Calvin e Haroldo” quando tinha meus 30 e hoje estou a milhas deles.
Um trabalho artístico pode ficar congelado no tempo, mas eu tropecei pelos anos como qualquer um. Eu acho que os grandes fãs entendem isso, e estão dispostos a me dar algum espaço para seguir com minha vida.
Repórter: Quando os Correios dos EUA lançarem um selo de Calvin, quanto tempo você vai levar para mandar uma carta com ele no envelope?
Watterson: Imediatamente. Vou subir na minha carruagem e encaminhar um cheque para minha assinatura do jornal.
Repórter: Como você quer que as pessoas se lembrem do menino de 6 anos e seu tigre?
Watterson: Eu voto em: “Calvin & Haroldo, a Oitava Maravilha do Mundo”
Agradecimento especial ao Osni Passos do Blog de um Não-Blogueiro que indicou a entrevista. -
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/jacek_utko_asks_can_design_save_the_newspaper.html
dica do Montalvo Machado -
via Sketcheria de Montalvo em 03/02/10
Depois de alardear um auto-elogio corporativo lambendo o próprio ego e apregoando virtudes questionáveis, o Grupo Abril recebeu da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil - uma carta levantando uma outra opinião sobre estas posturas.
Não é novidade para ninguém que as mega-editoras pagam valores cada vez menores, rompendo há muitos anos a linha do “preço baixo”, chegando a patamares irrisórios, risíveis, muito abaixo do que valeria um trabalho amador, até mesmo para os veteranos, extraindo deles o máximo possível, tanto em questões técnicas, como em prazos de pagamento extremamente “flexíveis” para dizer o mínimo, e também nas letras miúdas dos contratos socados goela abaixo dos seus colaboradores, arrancando o máximo de seus direitos patrimoniais.
Isto não é uma conduta da qual uma empresa deveria se orgulhar, na verdade é uma questão vergonhosa, uma mancha na imagem corporativa que está se encardindo cada vez mais, por conta da própria atitude do Grupo Abril em ignorar e desrespeitar a opinião de seus colaboradores.
Neste post você pode acompanhar a carta da SIB enviada ao Grupo Abril no final de 2009, à qual foi respondida com o texto indiferente, quase automático, no final deste texto.
Ninguém precisa - nem consegue - denegrir a imagem de uma empresa do que ela mesma, com um texto destes, dirigido aos que fornecem conteúdo para suas centenas de publicações.
No dia em que os ilustradores, redatores, fotógrafos e colaboradores em geral se cansarem disto tudo respondendo com um sonoro “NÃO” para toda esta relação comercial desequilibrada e humilhante, não haverá o que publicar, o que vender, e o que lucrar.
As mega-editoras ainda não se deram conta de que não se vende papel em branco encadernado nas estantes das templárias mega-stores.
Tudo que se vende é o conteúdo, que nós produzimos e nos deixamos vender por migalhas.
A culpa, afinal de contas, não é da editora, que está muito confortável em seu castelo de vidro.
A culpa é de quem aceita o estupro financeiro com um sorriso ridículo pregado na boca, trocando trabalho (outrora valioso e lucrativo) pela “vitrine” que a editora oferece, na esperança infantil que um dia será visto por alguém importante, generoso e paternalista, que pagará finalmente o que vale ao coitadinho do mendigo colaborador.
Esta mentalidade subserviente, implantada ao longo de séculos de exploração escravagista, colonialista, militarista, totalitarista e populista nos amputou a capacidade de reação.
Séculos de pelourinho perduram até hoje na memória coletiva da nossa sociedade, e nos fazem chorar calados, para dentro, sem demonstrar reação, sem verter uma lágrima, com medo de apanhar ainda mais.
Por “apanhar ainda mais”, entenda-se: perder o emprego, perder o cliente, perder o patrão que nos trata feito cães.
Isto acontece na política, na cadeia produtiva, nas hierarquias das empresas, e nas relações entre CONTRATANTES e CONTRATADOS, conforme consta nas letras miúdas dos contratos de cessão de direitos autorais.
Eu demiti esta editora da minha carteira de clientes há muitos anos.
Não preciso de clientes assim.
Há muitas editoras pequenas que tratam, pagam e negociam com seus colaboradores de maneira respeitosa, igualitária e digna.
O bom cliente é aquele que sabe reconhecer FINANCEIRAMENTE o seu parceiro de trabalho, remunerando bem, licenciando direitos justos, partilhando os lucros de forma que todos ganhem proporcionalmente bem, dentro do que cada um se propõe a fazer.
Certamente a Editora Abril está agindo dentro da legalidade, como afirma no seu texto de resposta.
É muito confortável se escorar na Lei, quando se é o elo mais forte da corrente.
O que se questiona é outra coisa: Será que a corrente é capaz de se sustentar quando se romperem todos os elos mais fracos?
Até quando haverão outros elos fracos na agenda, para substituição imediata e barata?
Leia o texto enviado pelo Grupo Abril à SIB, em resposta ao questionamento de sua postura comercial em relação aos seus colaboradores, e tire suas próprias conclusões.
From: Codigo de Conduta <CodigodeConduta@…>
Date: Tue, 12 Jan 2010 16:02:00 -0200
To: sib@…
Subject: RES: Sobre o Código de Conduta do Grupo AbrilCaros Senhores da SIB – Sociedade dos Ilustradores do Brasil
Agradecemos seu contato com o Canal de Comunicação do Código de Conduta do Grupo Abril. Como a correspondência enviada não foi considerada uma questão de conduta, ela foi encaminhada à Auditoria Interna.
Em conjunto com a área de Compliance e com o Departamento Jurídico, avaliamos os pontos levantados com os departamentos competentes. Nossas conclusões foram as seguintes:
- A documentação analisada está em total acordo com a legislação vigente e de forma alguma contêm qualquer violação ao Código de Conduta;
- Não existe abuso legal em nossas práticas, que acompanham as do mercado em que atuamos;
- As condições contratuais são as mesmas normalmente utilizadas em trabalhos semelhantes.
- Caso haja um ou mais casos concretos que desejem trazer ao Canal de Comunicação, permanecemos à disposição para atendê-los e fazer os encaminhamentos necessários ao devido tratamento.
Atenciosamente,






